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    07/02/2019 08h23 - Atualizado em 07/02/2019

    Teleconsulta é desaprovada entre conselhos regionais

    Da Redação
    PASSOS - O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou, na quarta-feira, 6, a resolução 2.227/2018, aprovada no ano passado, que prevê a atuação da telemedicina no Brasil, mas o assunto é rejeitado entre os conselhos regionais de medicina. 
    A resolução publicada no Diário Oficial da União tem previsão para entrar em vigor em três meses. O CFM dispõe a medida em que os médicos brasileiros poderão realizar consultas online, telecirurgias e telediagnóstico, entre outras formas de assistência à distância. 
    Isto é, médicos podem realizar consultas online com pacientes de diferentes locais, operar cirurgias com tecnologias interativas, como equipamento robótico, avaliar os sintomas à distância, monitorar ou vigiar à distância os parâmetros de saúde ou doenças, entre outras assistências. 
    Sob a justificativa de que a chance de erro é maior sem exame direto no paciente, a principal contrariedade dos médicos está relacionada às consultas online. Segundo o delegado regional do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais Eurípedes José da Silva, 26 dos 27 conselhos estaduais não aprovam na íntegra a prática da telemedicina. 
    “É impossível se fazer uma boa medicina numa consulta através de uma mídia virtual. Isso porque é importante para o médico ter a impressão do que ele está vendo do paciente, o aspecto, a maneira de falar, isso nos ajuda nos diagnósticos. A consulta médica é definida, pelo próprio Conselho Federal, como anamnese, que é a conversa que você tem com o paciente, que vai fazer as suas queixas, o exame clínico físico, a solicitação de exames complementares e a indicação do tratamento. Se a gente for fazer o que o Conselho Federal está tentando implantar, vamos perder, principalmente, dois aspectos muito importantes: a interação médico/paciente e o exame físico”, explicou  Eurípedes. 
    O delegado cita, ainda, que a prática pode levar a um exagero de exames, sem a precisão do exame físico. No entanto, há medidas que são vistas como positivas pelos médicos, como o telemonitoramento, que permite o contato virtual do médico e dos pacientes. A luta dos conselhos é para alterar algumas questões 
    da resolução. 
    Outros motivos foram apontados pelo delegado para explicar a desaprovação das consultas online, como a falta e a qualidade da internet brasileira. “Realmente, é uma coisa que nos países desenvolvidos tem, mas existe um contexto diferente, um nível tecnológico diferente”, citou. 
    Na resolução, é prevista a autonomia do médico para decidir se vai ou não aderir à telemedicina, mas Eurípedes acredita que boa parte dos médicos, inclusive de Passos, não vão optar pela tecnologia na hora de consultar o paciente. 
    “Eu, por exemplo, nunca faria. Na verdade, essa resolução vai criar um mercado de trabalho para os grandes grupos de medicina, isso vai ser muito lucrativo [para os grandes grupos]”, finalizou. 
     
    Reivindicação 
    Foi feita uma reunião na tarde de terça-feira, 5, com os regionais em Brasília, para a discussão do tema, onde foi decidido, pelo Conselho Federal, que os conselhos regionais têm 60 dias para apresentar sugestões e que será criada uma consulta pública sobre o assunto. O doutor Eurípedes se reunirá nesta quinta-feira, em Belo Horizonte, com o Conselho Estadual para discutir as novas propostas. 

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