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    28/01/2019 05h50 - Atualizado em 28/01/2019

    São Roque tem um caso suspeito de sarampo

    BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DIVULGADO PELA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE APONTA 18 CASOS SUSPEITOS NO ESTADO. ÓRGÃO REFORÇA ORIENTAÇÃO DE VACINAÇÃO ENTRE ADULTOS COM MAIS DE 30 ANOS

    Da Redação
    S. ROQUE DE MINAS - São Roque de Minas tem um dos 18 casos suspeitos de sarampo registrados em Minas Gerais. De acordo com o último boletim epidemiológico da doença divulgado pela Secretaria de Saúde de Minas, eram 439 casos suspeitos notificados e, destes, 348 foram descartados laboratorialmente e 91 ainda se encontram em processo de investigação, aguardando pesquisa das amostras pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).
    Das análises realizadas, até o momento, 18 casos suspeitos apresentam amostras soropositivas/reagentes ou inconclusivas para anticorpos lgM em primeira coleta oportuna, pertencentes aos seguintes municípios: Belo Horizonte (três casos), Caratinga (um caso), Carmo da Mata (um caso), Conceição das Pedras (dois casos), Itanhandu (um caso), Jequitinhonha (um caso), Juiz de Fora (um caso), Santa Helena de Minas (um caso), Santa Juliana (um caso) e São Roque de Minas (um caso).
    No último dia 21, foi registrado um caso suspeito de sarampo, de um paciente residente na cidade de Betim e que está internado em um hospital particular de Belo Horizonte. Trata-se de um italiano, de 29 anos, que veio para o Brasil há cerca de 15 dias. O paciente não soube informar se já foi vacinado contra o sarampo e nem relatou se teve a doença na infância.
    Ações de controle e bloqueio vacinal, que são independentes de todas as confirmações laboratoriais, foram iniciadas imediatamente após a notificação do caso. Algumas medidas foram tomadas para impedir a transmissão da doença: bloqueio vacinal no ambiente hospitalar; bloqueio vacinal na residência em Betim, bloqueio vacinal na empresa em que o homem trabalha.
    Os últimos casos autóctones confirmados de sarampo no Estado ocorreram em 1999 (nove casos). No ano de 2013, foram confirmados dois casos de sarampo de residentes do Estado, ambos importados (contágio ocorrido na Flórida, nos EUA).
    A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais reforça a importância da vacinação para evitar o sarampo. A maior preocupação é com os adultos acima de 30 anos, uma vez que a cobertura vacinal entre esse público está abaixo da esperada.
    A coordenadora de imunização da SES-MG, Eva Lídia Medeiros, explicou que a única forma de se proteger contra o sarampo é a imunização. A vacina indicada contra a doença é a Tríplice Viral, que está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Estado e também protege contra a rubéola e a caxumba.
    “No grupo de adultos de 30 a 39 anos, 1.124.064 pessoas tomaram a primeira dose da vacina contra o sarampo. Isso representa uma cobertura de apenas 36,81%. Aqueles que não se vacinaram ou não têm como comprovar a vacinação, precisam se dirigir a uma unidade básica de saúde para se imunizar”, disse a coordenadora de imunização da SES-MG.
    Graças à Campanha Nacional Contra o Sarampo de 2018 (ocorrida em agosto), entre as crianças de 1 ano a menores de 5 anos, a meta recomendada para a tríplice foi alcançada. Entre esse público, a cobertura vacinal chegou a 97,49%, com um total de 1.001.522 doses aplicadas, uma cobertura acima da meta mínima, que é de 95%.
    A campanha teve como objetivo levar aos postos de saúde todas as crianças menores de cinco anos, para que a situação vacinal de cada uma fosse verificada. Na época, todas as crianças dentro da faixa etária recomendada para a vacina receberam uma dose da tríplice viral, independentemente de já terem as duas doses recomendadas, desde que não tivessem sido imunizadas nos últimos trinta dias.
     
    A doença
    O sarampo é uma doença infecciosa viral aguda de alta transmissibilidade, que pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. A transmissão da doença ocorre diretamente de pessoa para pessoa, através de gotículas do nariz, boca ou garganta de pessoas infectadas pelo vírus.
    Entre os principais sintomas, estão febre, manchas avermelhadas pelo corpo (exantemas), tosse, coriza, conjuntivite (olhos vermelhos e lacrimejantes), fotofobia (sensibilidade à luz) e pequenas manchas brancas dentro da boca (manchas de Koplik). A doença também pode apresentar complicações graves, incluindo encefalite, pneumonia e até óbito, principalmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.

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