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    22/01/2019 09h08 - Atualizado em 22/01/2019

    Jacuí fica em 10º lugar no Atlas

    Da Redação
    PASSOS –  Em 10º lugar na região, dentre as 21 cidades analisadas e utilizadas por ordem alfabética, pela Folha, no levantamento do Atlas sobre gestão da Educação, o município de Jacuí recebeu uma avaliação mediana em um estudo recente realizado pelo Instituto de Inteligência em Gestão e Sustentabilidade (I3GS), com apoio institucional da Universidade de Brasília (UnB). A pesquisa foi feita com 775 municípios entre os 853 de Minas Gerais. 
    A população total de Jacuí é de 7.797 habitantes e a renda mensal per capita é de R$325,42. O município registra ainda um total de 83,5% de pessoas vivendo em situação de vulnerabilidade à pobreza e 2,2% em condições de extrema pobreza. O IDH (IBGE, 2010) é de 0,668, demonstrando que o município possui “médio índice de desenvolvimento humano”. 
    De acordo com o levantamento, o desempenho educacional é considerado satisfatório em Jacuí, apresentando nota média no Ideb de 6,9, conforme o último censo escolar (Inep 2017), tendo sido matriculados no ensino fundamental 495 alunos, a serem atendidos por um total de 24 docentes e 48 servidores (exceto docentes). O município registrou uma taxa de desistência escolar de 0,0%, o que é muito bom.
    O Índice de Eficiência (iEfi) aponta ineficiência crítica com 0.742, de acordo com a estimativa, baseada na relação insumos/produtos do(s) benchmark(s), essa unidade produz 74,2% do que poderia produzir, considerando os insumos disponíveis.
    Pelo documento, para que o município se torne eficiente, mantendo a sua produção atual, ele deve reduzir em 25,8% os insumos utilizados do valor atual de R$6.155,70 de investimento educacional, por aluno do ensino fundamental, para R$4.568,77.
    No que se refere ao nível de esforço docente, que seria a proporção do número de professores atuantes para cada grupo de cem alunos matriculados, Jacuí apresenta um valor atual maior (13) do que deveria ter (nove) para alcançar o mesmo desempenho. O ideal seria uma economia de 30,8% nesse insumo, conforme o estudo.
    Com relação ao número de servidores (exceto docentes), o município igualmente mostra ineficiência, uma vez que a quantidade de funcionários para o atendimento deveria ser de oito para cada grupo de cem alunos matriculados e o município conta com dez, sendo que poderia haver, segundo o levantamento, uma diminuição de 20%.
    Pelo estudo, quando se tem um baixo nível de eficiência, é possível que os valores desejados para aumento da produção ultrapassem a própria demanda municipal. Neste caso, é fundamental considerar a necessidade de se reduzir insumos. 
    Segundo os números apontados pela pesquisa, nada poderia ser feito para melhorar o quesito de retenção escolar, que é de 100%. Quanto à taxa de aprovação de 95,80%, seria necessário ajuste de 4,4%. O índice de proficiência, mensurado pela nota do Ideb 2017, poderia subir dos atuais 7,15 para 9,63, realizando um ajuste de aproximadamente 34,7%.

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