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    13/01/2019 06h00 - Atualizado em 12/01/2019

    Incertezas colocam oposição em espera

    SÃO PAULO - O presidente eleito, Jair Bolsonaro, tomou posse no dia 1º, mas os partidos que planejam se opor ao seu governo seguem em compasso de espera para definir até onde levarão as críticas aos novos ocupantes do Palácio do Planalto. Seja nas alas dispostas a uma oposição mais ferrenha ou naquelas onde o discurso é mais conciliador, a ordem é aguardar os primeiros passos do novo gabinete presidencial antes de afinar o tom dos discursos. Enquanto isso, seja nos setores mais à esquerda ou ao centro do espectro político, boa parte das atenções voltam-se agora para rearranjos internos.
     
    Na esquerda, há por trás da cautela a disputa pelo protagonismo na oposição ao governo do capitão reformado. O PT deu um passo rumo à radicalização do discurso, ao anunciar boicote à cerimônia de posse. Mas o fez depois que PDT, PSB e PCdoB decidiram se unir em um bloco de oposição na Câmara, com a promessa de marcar posição contrária a Bolsonaro sem deixar de apoiar pautas que considerem prioritárias para o país. Juntas, as três legendas que formam o bloco parlamentar elegeram 69 deputados federais.
     
    No PT, é certo ao menos que um primeiro desafio será tentar barrar uma reforma da Previdência. “Se eles colocarem a reforma da Previdência, esse tema vai tomar conta”, avisou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), ex-líder da legenda na Câmara. Ele reforça o argumento de que é preciso organizar a oposição e esperar as medidas de Bolsonaro para se colocar efetivamente em campo. “Nós precisamos ver os tiros que a gente dá. Não podemos dar tiro a esmo”, comentou.
     
    Em paralelo, depois de fracassar na tentativa de liderar uma frente de esquerda durante a eleição, o PT ainda fala em criar uma “frente de resistência pela democracia e pelo povo”. Há quem defenda conversa com legendas do centro, como o PSDB. “No momento, o país exige uma frente ampla democrática em que a linha divisória vai ter que se deslocar um pouco para a direita, porque, senão, nós não sobreviveremos”, diz o ex-chanceler Celso Amorim.
     
    Do lado do PDT do ex-ministro Ciro Gomes, a ordem é colocar o bloco na rua já tendo em vista a eleição presidencial de 2022. Nesse sentido, a exposição do candidato derrotado à Presidência como contraponto ao presidente e ao próprio PT é vista como passo fundamental. Ciro deve manter uma ativa agenda de entrevistas e participar de seminários universitários, encontros com empresários e reuniões com agentes do mercado financeiro. “Nós não vamos nos esconder na floresta, como fez a Marina”, brinca um auxiliar, em referência à também candidata derrotada ao Planalto, Marina Silva, da Rede Sustentabilidade.
     
    Apesar da ironia, os irmãos Ferreira Gomes devem tentar também uma aproximação com Marina. Ainda que a Rede esteja longe de se associar ao PDT, a ex-candidata manteve durante e após a campanha diálogo frequente com Ciro.
     
    Um desafio dos pedetistas será manter ativa a militância, que, segundo aliados, foi fundamental para dar a Ciro 13 milhões de votos, mesmo sem disputar uma eleição em 12 anos. “O Ciro conseguiu algo surpreendente, que foi unir estudantes e professores de universidades. A nossa ideia agora é trazer toda essa nova geração de universitários que nos apoiaram para o PDT. Para isso, vamos estimular filiações em massa”, explica o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.
     
    Caberá a Cid Gomes, irmão de Ciro, outra importante tarefa. Senador eleito pelo Ceará, ele deve ter papel de destaque na articulação do bloco de oposição no Congresso. “O que nós queremos é fazer uma oposição propositiva, comparando projetos e não apostando no ‘quanto pior melhor’, que foi o que o PSDB fez com a Dilma em 2015 e o próprio PT já tinha feito anteriormente”, acrescentou Lupi.
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