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    09/01/2019 07h41 - Atualizado em 09/01/2019

    2019, tempo de melhorar

    NA PASSAGEM DE ANO, FAZEMOS PROMESSAS MIL

    Washington L. Tomé de Sousa
    Vivemos tempos estranhos, em que a violência e as agressões, em suas mais variadas formas e manifestações, vêm ganhando proporções assustadoras. 
    A tolerância à opinião alheia e o respeito por opções de vida divergentes das que adotamos têm se tornado cada vez 
    mais raros.
    No contexto das nações, aumentam as desconfianças e a corrida armamentista, com constantes ameaças de guerras e de ataques. É verdade que isso sempre ocorreu, mas observa-se um recrudescimento a partir do ataque às torres gêmeas nos EUA, no sinistro 11 de setembro de 2001.
    As redes sociais se tornaram campo de batalha, um verdadeiro vale-tudo de agressões verbais e ameaças a quem não comunga do mesmo pensamento ou não faz parte da mesma ideologia ou corrente política.
    As estatísticas de ocorrências policiais só crescem (são homicídios, estupros, assaltos, roubos, violência no trânsito... todos 
    em ascensão).
    No ano que se findou vivemos e convivemos em meio a tudo isso e muito mais. É a realidade incorporada à rotina de todos nós. E dela sofremos influência e acabamos por reproduzi-la no nosso dia a dia, em variados graus e nas mais diversas circunstâncias, até mesmo de forma inconsciente, automática (‘nervos à flor da pele’, ‘tolerância zero’, ‘bateu-levou’...).  
    Na passagem de ano fazemos promessas mil (de nos tornarmos pessoas melhores, de realizarmos projetos... e até mesmo de fazermos aquele regime para emagrecer, tão necessário e protelado), desejamos felicidades uns aos outros, prosperidade, e um ano novo melhor do que o que se finda, mas este marco temporal, que é a passagem de ano, apesar de tão celebrado e festejado, não tem o poder mágico de, por si mesmo, transformar a realidade. É apenas uma ‘quebra’, uma ‘pausa’, na continuidade do tempo, em que se abre oportunidade de mudança, para um novo início, de transformações a partir de nós, de cada um de nós. Portanto, pare de tentar mudar o mundo. Mude-se a si mesmo, e muita coisa ao seu redor também mudará. É simples assim? Sim e não. Sim, porque, identificado o problema ou necessidade, temos a resposta, pois a solução, geralmente, não está longe de nós. Está ao nosso alcance. Mas, conquistar a nova realidade almejada, demanda trabalho árduo e contínuo.
    Os primeiros passos são os mais difíceis, tal qual uma criança quando começa a andar. Porém, quando enfrentamos o medo e saímos da inércia, inicia-se uma nova jornada que pode nos levar longe. Diante de tantas cobranças que a vida nos impõe, façamos como o caminhante comum, ao qual nos remete Nava em sua prosa (“O capitão despediu-se... Mas já a cavalhada ia longe, renteando aquele fim de Piedade.”
    - Pedro Nava, 1903-1984, em ‘O Galo das Trevas’), que, com os olhos postos na lonjura, nas alturas da Piedade (alusão à Serra da Piedade, acidente geográfico próximo a Belo Horizonte), não se preocupa com a distância do lugar a ser alcançado, mas segue perseverante na sua cadência própria, e, quando se dá conta, já está ao sopé da elevação perseguida. 
    Faça algo novo neste ano que se inicia. Aceite o desafio da mudança. A jornada será longa, com certeza, muito provavelmente trabalhosa, mas vale a pena vivê-la. Para começar, basta dar o primeiro passo.
     
    WASHINGTON L. TOMÉ DE SOUSA – Bacharel em Direito, ex-diretor da Justiça do Trabalho em Passos, escreve quinzenalmente às quartas, nesta coluna.

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