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    27/12/2018 09h23 - Atualizado em 27/12/2018

    Os 12 melhores filmes do ano

    Site dedicado ao cinema aponta os melhores do ano. O resultado foi uma seleção variada que inclui blockbusters de ação ao lado de dramas independentes

    Da Redação
    Os site AdoroCinema selecionou os seus 12 melhores filmes do top 12 do AdoroCinema. Qualquer lançamento comercial de 2018 poderia ser incluído na lista, além de produções originais de veículos de streaming/home video como a Netflix, HBO e Amazon. O resultado foi uma seleção variada que inclui blockbusters de ação ao lado de dramas independentes que passaram pelo cinema durante pouco tempo, mas merecem atenção. 
     
    12º Em Chamas - Vencedor do prêmio da crítica no último Festival de Cannes, este suspense dirigido por Lee Chang-Dong parte de um conceito curioso, adaptado do conto de Haruki Murakami: um jovem sem grandes perspectivas na vida descobre que um homem rico comete crimes com frequência, sem motivo aparente. Ele se torna obcecado em compreender o funcionamento deste sujeito perigoso e detê-lo. 
    “O roteiro convida o espectador a acusar sem certeza, tornando explícita a engrenagem da paranoia. Talvez pessoas estejam em risco. Talvez tudo não passe de uma mentira”, comentou Bruno Carmelo.
     
    11º Trama Fantasma - O diretor Paul Thomas Anderson e o ator Daniel Day-Lewis criaram uma parceria excepcional em Sangue Negro, e agora repetem a dose neste filme igualmente tenso. A história apresenta um estilista conceituado e arrogante (Day-Lewis), que tenta controlar a sua musa (Vicky Krieps), até perceber que esta mulher não será dominada tão fácil. 
    “Os sentimentos entre eles são complexos, envolvendo ciúme, inveja, admiração, ódio, posse, provocação, carência, companheirismo. O amor, caso apareça em algum momento, seria a menor das coisas. Trama Fantasma é um raro filme sobre o potencial destrutivo dos relacionamentos amorosos”, avaliou Bruno Carmelo.
     
    10º The Square - A Arte da Discórdia - O vencedor do Festival de Cannes em 2017 estreou apenas em 2018 no Brasil, com a história do curador de uma galeria de arte enfrentando diversos problemas no lançamento de uma obra. Com esta comédia corrosiva, o filme de Ruben Östlund critica a hipocrisia dos ricos, o mundo das aparências e a relação entre a burguesia europeia e os imigrantes. 
    Para o crítico Francisco Russo, “seja a partir de provocações sobre o significado das obras que tanto defende ou de seus próprios atos, Christian é seguidamente confrontado em uma série de situações incômodas, apresentadas com extrema habilidade por Östlund graças ao uso de diversos coadjuvantes marcantes”.
     
    9º Tully - Apresentado nos Estados Unidos em janeiro e lançado comercialmente alguns meses depois, Tully perdeu forças para a temporada de premiações de novembro e dezembro, mas deixou ótimas impressões nos redatores do site com esta fábula realista e respeitosa sobre a maternidade. 
    “Uma personagem apaixonante pela veracidade. No olhar de Charlize Theron pode-se notar benesses e agruras, a partir de uma câmera intimista conduzida pelo diretor Jason Reitman, com quem a atriz já trabalhou em Jovens Adultos” (Francisco Russo).
     
    8º Projeto Flórida - Este filme independente, de baixo orçamento e estrutura bastante simples, gira em torno de crianças de baixa renda morando perto da Disney, embora não tenham meios de conhecer o parque de diversões. O resultado surpreende pela vivacidade das imagens e da excelente atriz mirim, Brooklynn Prince. 
    “A menina é de uma naturalidade assustadora para uma criança de apenas seis anos. Em alguns momentos, é claro que há o mérito da câmera de Sean Baker conseguir capturar momentos fofos dela, mas há outros em que são exigidos talentos de atuação, e ela se sai assustadoramente bem. Ao final, o público chega até a se emocionar junto com a menina” 
     
    7º Lady Bird - A Hora de Voar - A emocionante história de amadurecimento da diretora estreante Greta Gerwig extrai o melhor do cinema indie americano: bela construção de personagens, exposição sem medo das falhas dos protagonistas e a crença na possibilidade de união entre marginais, no caso, a adolescente Christine (Saoirse Ronan) com suas amigas e sua mãe (Laurie Metcalf). 
    “Uma condução honesta de um assunto do qual [a diretora] parece entender, na linha ‘fale de sua aldeia e estará falando do mundo’. Com uma elogiada carreira como atriz, Greta passa a ser um nome a se ficar de olho também por seu trabalho atrás das câmeras, para o qual já se apresenta madura” (Renato Hermsdorff).
     
    6º Arábia - Este ano, vários filmes brasileiros foram citados nas listas individuais - As Boas Maneiras, Baronesa, Benzinho, Ferrugem, O Processo - mas apenas uma produção nacional entrou na lista conjunta, em posição de destaque: Arábia, o belíssimo drama de Affonso Uchoa e João Dumans sobre as lembranças de um operário mineiro. 
    “O filme é uma ode ao trabalhador comum, aquele indivíduo sem muita esperança, que tenta levar a vida de forma honesta, independente de não ter muita escolaridade. Num momento como o que o país vive hoje, com direitos trabalhistas sendo cortados, Cristiano é mais do que nunca um retrato do brasileiro simples”, avaliou Lucas Salgado.
    5º Custódia - Sensação da Mostra de São Paulo em 2017, quando lotou sessões e gerou briga por ingressos, o drama francês beira o suspense ao mostrar a briga entre um pai e uma mãe pela guarda do filho. Ela acusa o ex-marido de ser violento; ele a acusa de impedir as visitas ao garoto. Aos poucos, a história volta no tempo e desvenda o colapso de uma família. 
    “Custódia efetua uma alternância preciosa de pontos de vista: seria óbvio ficar apenas do lado dos sofredores, seria compreensível tentar dividir o tempo entre o pai e a mãe. Legrand encontra uma solução ainda mais ambiciosa ao se colar ora ao filho pequeno, ora ao pai, ora à mãe, ora à filha”, comentou Bruno Carmelo.
     
    4º Ilha dos Cachorros - A nossa animação preferida do ano é esta fábula em stop motion que alerta sobre o perigo de governos autoritários e políticas separatistas. Wes Anderson, vencedor do prêmio de melhor diretor no Festival de Berlim por este projeto, embala o discurso progressista na história de uma cidade japonesa onde os cachorros são banidos. Um garotinho parte em busca de seu cão fiel.
    Para Bruno Carmelo, “A relação com o comportamento humano é evidente, reforçada pela expressividade acentuada e os traços antropomórficos dos bichos. Sim, os cães são metáforas de humanos, e por este distanciamento do real, conseguimos rir e nos imaginar numa fantasia – algo que a imagem de homens e mulheres reais num campo de concentração tornaria mais difícil de digerir”. 
     
    3º Uma Noite de 12 Anos - O Uruguai produz poucos filmes, e são raros os títulos que chegam ao Brasil. Mesmo assim, o drama dirigido por Alvaro Brechner conseguiu o feito de levar mais de 60 mil pessoas aos nossos cinemas - algo raríssimo para uma produção deste porte - permanecendo em cartaz há mais de oito semanas. Sinal de que o público aprovou a história dos presos políticos durante a ditadura uruguaia, entre eles o antigo presidente, José “Pepe” Mujica, que permaneceu doze anos numa solitária.
    “Doloroso na carne e na alma, por vezes arrastando seus personagens e o espectador rumo à lama, encampado em um idealismo que vai além do político para mergulhar, fundo, no humanitário. Os momentos em que estão prestes a sucumbir não são poucos, e o diretor jamais os esconde; pelo contrário, há uma sensibilidade ao retratá-los que torna os personagens ainda mais humanos”, escreveu o crítico Francisco Russo.
     
    2º Três Anúncios para um Crime - Entre todas as produções que se destacaram no último Oscar, a nossa preferida foi, com folga, esta comédia sarcástica. O diretor Martin McDonagh traz uma crítica corrosiva às falhas do sistema americano, enxergando os abusos tanto do Estado (representado por Woody Harrelson e Sam Rockwell) quanto dos cidadãos (representados por Frances McDormand e Peter Dinklage). O resultado é um caldeirão perfeito para refletir sobre tempos de ódio e intolerância.
    “O roteiro original, assinado pelo diretor, encadeia uma série de sequências tão absurdas, como surpreendentes. Mas elas só se tornam críveis porque são executadas por personagem ricos, que fogem do maniqueísmo do mocinho(a)/ vilão.  Alguns deles, que parecem se conhecer há séculos, por sinal, desde já, mereciam um spin-off”, avaliou Renato Hermsdorff.
     
    1º Roma - Este filme só foi visto pelo público em dezembro, mas antes disso, venceu o prestigioso festival de Veneza e gerou algumas das críticas mais entusiasmadas de 2018, além de ser considerada a melhor produção da Netflix desde que a empresa começou a fazer seus próprios longas-metragens. O drama de Alfonso Cuarón, que homenageia a empregada doméstica de sua infância, impressionou pelo humanismo e pela beleza das imagens.
    “Uma obra essencialmente intimista, mas que, ao mesmo tempo, também é épica. O foco está no desenvolvimento dos personagens e no retrato fiel da sociedade mexicana, mas em alguns momentos somos jogados em situações de catástrofes ambientais e sociais absolutamente inesperadas. Com isso, o filme se torna quase sempre imprevisível e instigante”, escreveu Lucas Salgado.
    27/12/2018
    8 / 1

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