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    19/12/2018 07h38 - Atualizado em 19/12/2018

    Natiruts lança "I love", uma ode ao amor

    ?Falar de amor nesses momentos é um gesto de protesto?, afirma o vocalista Alexandre Carlo sobre o cenário atual do País

    Depois de um período eleitoral complicado no Brasil, com muita violência e manifestações de ódio, a banda de reggae brasiliense Natiruts faz uma ode ao amor em seu novo disco, I Love. Já é o oitavo álbum de estúdio do grupo. Nome mais popular do reggae brasileiro, o Natiruts dialoga com uma recente e crescente internacionalização da banda. Em 2018, além de arrastar multidões por onde passou por aqui, o grupo fez sua maior turnê na Europa, com um público total de 11,5 mil pessoas em seis shows — média que poucos artistas brasileiros conseguem superar em suas aventuras por lá. Na América Latina, ainda colecionaram sold outs em casas que recebem entre 6 e 8 mil pessoas.
     “Falar de amor nesses momentos é um gesto de protesto, e no caso do Natiruts vem com propriedade, é um tema que a banda trata desde sempre”, explica o vocalista da banda, Alexandre Carlo, que afirma que o protesto do grupo, por meio de suas letras, vai além. “Falamos de preservação da natureza e de contemplação, que por mais que seja algo, por vezes, estereotipado, é coerente”, completa.
     As músicas já estavam prontas quando a banda decidiu eleger uma delas, I Love, para nomear o disco, firmando assim o tema central do trabalho. Para Carlo, é um tema comum ao reggae, em geral. “A mensagem de Bob Marley em One Love é um dos pilares do reggae, tem a ver com o amor universal”.
     Além de amor e de natureza, as músicas do novo disco falam ainda de positividade, uma marca da banda. “As pessoas que seguem o Natiruts procuram músicas sobre a espiritualidade, sobre força de vontade”, acredita Alexandre.
     Por conta dos temas retratados ao longo dos mais de 20 anos de carreira, o grupo reuniu fãs que não são, necessariamente, amantes da música reggae, uma superação, segundo ele, não tão comum. “Poucos artistas conseguiram ultrapassar a barreira dos dogmas, principalmente religiosos”, opina Carlo, que mais uma vez cita Bob Marley. “As músicas deles transcenderam os dogmas religiosos do rastafári”, completa.
     Por seu estilo mais pop e voltado para um público mais aberto, o Natiruts, segundo ele, sofreu resistência dentro do próprio reggae no início da carreira. “Há 20 anos, a banda era contestada pelos fãs do reggae, mas em vez de assimilar esse protesto, a gente sempre foi de encontro”, conta.
     É algo perceptível no disco, que mistura gêneros musicais brasileiros e internacionais ao reggae do Natiruts. “A gente sempre gostou de mesclar e viajar por todos os lados. Arte é para libertar, não para prender”, diz. “Fomos uma das bandas que fizeram a comunidade do reggae entender que existem várias vertentes”, explica Carlo.
     De acordo com ele, algumas dessas vertentes são o reggae mais próximo ao rastafári, como na banda Ponto de Equilíbrio, o reggae com uma mensagem mais política, como o de Edson Gomes e o reggae mais praiano, como no trabalho de Armandinho. “O reggae no caribe é como o rock nos EUA”, diz Alexandre. “São várias vertentes, como o punk, o pop rock, mas todos estão dentro de um grande chapéu do rock”, completa.
     No novo disco, a banda mistura, inclusive, elementos eletrônicos, como na canção Xaxado de Amor. “Essa música é quase um dancehall, estilo derivado do reggae que, nos anos 80, usava como base baterias eletrônicas”, conta.
     Na estrada há mais de duas décadas (a banda foi fundada em 1996, inicialmente chamada de Nativus), o Natiruts tem uma história que se confunde com a do reggae nacional. O disco de estreia do grupo, de 1997, trouxe hits tocados em luaus no litoral brasileiro até hoje, como “Liberdade pra dentro da cabeça”, “Deixa o menino jogar” e “Presente de um beija-flor”. Em 2006, o boom veio com o registro ao vivo “Natiruts reggae power”, que ganhou DVD de ouro e fez o grupo virar mania entre os fãs do gênero, com público fiel até hoje

    Participações
     Na mescla de estilos do novo disco do Natiruts, entram alguns temperos importados. A faixa que dá título ao trabalho, I Love, conta com participação da banda de reggae norte-americana Morgan Heritage. “São descendentes diretos de músicos jamaicanos, mandaram muito bem na música”, elogia Carlo. A canção, que mistura português e inglês, será lançada ainda numa versão em espanhol.
     Há ainda, no trabalho, uma outra faixa que ganha versão na língua hispânica, Deriram. Mais uma parceria internacional do álbum é a canção Mergulhei nos Seus Olhos, com vocais de Logan Bell, cantor e guitarrista da banda neozelandesa Katchafire. “Nos conhecemos quando estávamos em turnê pela Oceania”, explica Alexandre.
     O disco conta ainda com mais duas parcerias nacionais. O cantor Thiaguinho compôs a faixa Serei Luz e entregou ao Natiruts. “Ele nos enviou a canção e resolvemos convidá-lo para cantar junto”, lembra. O último nome é de Gilberto Gil, que empresta seus vocais para Verde do Mar de Angola.
     “Foi um sonho realizado, sabemos da dimensão dele para a música mundial”, afirma o vocalista do Natiruts. “Até retomando a questão política, vimos muitas pessoas destilando ódio contra ele, por conta de seu posicionamento, mas nós nunca vamos deixar ninguém rebaixar a importância de um ídolo como ele”, finaliza.

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