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    15/12/2018 11h00 - Atualizado em 17/12/2018

    Antonio de Pádua Barreto Carvalho

    "Meu ofício é escrever, apenas"

    Adriana Dias - Da Redação
    De espírito inquieto e criativo, ainda adolescente, o passense Antonio de Pádua Barreto Carvalho, que nasceu em 13 de junho de 1954, fundou a revista literária “Protótipo”, uma das precursoras da chamada “Literatura Independente” no Brasil. Trabalhou como engraxate, balconista, trocador de ônibus, datilógrafo etc. Em 1970, mudou-se para Belo Horizonte, onde também tentou ser jogador de futebol (no juvenil do América FC), carreira logo encerrada por uma contusão no joelho. Participante ativo do Movimento Estudantil contra a ditadura, em BH, estudou História, Letras e Engenharia Civil. Posteriormente, morou em algumas cidades do Oriente Médio (Bagdá, Ramadi, Fallujah, Amã e Istambul), trabalhando como projetista de uma multinacional na construção de estradas, pontes e ferrovias, na década de 1980. Por essa época, com uma mochila nas costas (e viajando de trem, navio, camelo ou a pé), percorreu vários países da Ásia, Europa e África. Em 1993, já no Brasil, abandonou a Engenharia para se dedicar exclusivamente à literatura: sua vocação e destino. Romancista, poeta, contista, cronista e autor infanto-juvenil, Barreto possui dezenas de prêmios nacionais e internacionais para sua obra, já com mais de 50 títulos publicados e ‘trocentos’ prêmios, dentre eles o Prêmio Nacional Remington de Literatura (poesia) e o Prêmio Bienal Nestlé de Literatura (poesia). Na década de 1990, foi cronista do jornal O Estado de Minas e da revista “Morada”, além de colaborador de periódicos do Brasil e do exterior. É colaborador e colunista de vários sites e revistas digitais, como: “Contemporânea-Brasil”/SP; Primeiro Programa/Rádio Transamérica-SP; “Algo a Dizer”-RJ; Ecológico (onde mantém, já há alguns anos, a coluna Olhar Poético: www.revistaecologico.com.br) etc. É também coordenador do Grupo Didacta-TBH de Criação que, desde 1999, se dedica a projetos de criação literária, oficinas e produção de material didático-pedagógico. O passense revisitou a ‘terrinha’ no dia 5 de dezembro para o lançamento da reedição do livro “A Barca dos Amantes”, leitura obrigatória para o próximo vestibular da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg).
     
    Folha da Manhã - Esta é a primeira vez que tem uma obra sua como indicação para vestibular?
     
    Barreto - Não. É a terceira ou quarta vez. Meu livro de estreia na literatura, em 1978, “O Sono Provisório”, de poesia (e que ganhou o Prêmio Nacional Remington, na época o mais importante do país), também foi indicado para o Vestibular da Unicamp-Campinas. Se não me engano, em 1979... ou 80. O “Vastafala”, também de poesia (Prêmio Bienal Nestlé de Literatura Brasileira/1988) também foi indicado para o vestibular da antiga Fafipa (de Passos), antes de ela ter se tornado uma das unidades da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). Em 1981, a “Antologia Poética-2” (editada pela Interlivros, em 1977, em coautoria com os poetas Ronald Claver, Márcio Almeida, Geraldo Reis e Pascoal Motta) também foi indicada para o Vestibular da UFMG, em 1981. Sem contar que meu romance “A Guerra dos Parafusos” também foi quase indicado para o Vestibular da UFMG, em 2002. Mas, por injunções políticas posteriores, acabou sendo tirado da jogada. 
     
    FM – A que você atribui esse tipo de ação?
     
    Barreto - Isso acontece, às vezes, por pressões de grupos editoriais fortes, afinidades eletivas de autores com alguns membros da academia, e até com algumas pessoas responsáveis pelas escolhas dos livros. É um terreno meio movediço, esse; me disseram que há muita disputa interna nessa jogada. Nunca participo disso. Meu ofício é escrever, apenas. Dessa vez, por exemplo, eu nem estava sabendo que o “Barca” era cotado para ser indicado na Uemg. De repente, recebi um telefonema da minha editora (Ed. Lê-BH) me dando a notícia e pronto. Fiquei muito feliz, claro. Essa Universidade, a Uemg, tem o saudável e louvável hábito de indicar sempre dois livros para leitura dos vestibulandos: um clássico nacional, de autor já falecido (neste ano é o famoso “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto); e um “clássico” de autor mineiro vivo, para que ele possa percorrer escolas, cursinhos etc. palestrando e falando de sua obra com os alunos e professores pelo Estado afora. É o que tenho feito e acho isso o máximo! É a hora em que temos contato direto com os leitores. E há grandes surpresas nessa troca, nesse papo. E, como sempre, aprendo muito com meus leitores. Hoje, posso dizer que já tenho um público leitor cativo, que espera, vai ao lançamento, encomenda e compra minha próxima obra, seja ela de poesia ou prosa. É isso que todo escritor quer. Quer que o leitor entre em cena no processo, pois, sem ele, não há sentido para a existência de um livro. O “Barca”, na verdade, já está no mercado desde 1990, ou seja: há 28 anos. Esta é a 4ª ou 5ª edição e a 32ª tiragem. Já vendeu mais de cem mil exemplares, no total. E já esteve até na Lista dos Livros Mais Vendidos do antigo Jornal do Brasil e da revista “Veja” e da “IstoÉ”. É o meu segundo best-seller. Já foi escolhido até como um dos três melhores romances históricos brasileiros, ao lado de Ana Miranda (com o “Boca do Inferno”) e Mary del Priore... Enfim, é um livro que me ajuda a pagar a cervejinha das crianças (risos).
     
    FM - Num momento em que várias editoras de livros fecham suas portas, como exemplo a grandiosa Cultura, que entrou em recuperação judicial, como é para você viver exclusivamente desse ramo?
     
    Barreto - É um milagre, acredite! Veja bem: estou nessa luta desde 1992, quando abandonei os projetos de Engenharia para me dedicar apenas à literatura. Escrevo diariamente. E lá se vão uns 25 anos! O setor editorial e da literatura especificamente sempre foi muito cheio de altos e baixos. O que me salva, acredito, é a diversificação: escrevo para adultos, mas também para jovens, adolescentes e crianças: um público-alvo mais amplo, que propicia adoções de obras nas escolas e nos programas governamentais de leitura, de fomentação de bibliotecas etc. E me dedico a vários gêneros: romance, contos, poesia, crônica, literatura infantil e juvenil... Outras vezes estou envolvido com redação de textos para agências de publicidade (por encomenda), à análise de originais para algumas editoras do país e também em revisões de textos de outros autores. Além disso, ganhei muitos prêmios... e guardei o dinheiro (risos).
     
    FM – Financeiramente, é realizado?
     
    Barreto - Fiz um pezinho de meia e vou vivendo franciscanamente do que posso escrever ou produzir nessa área. Outra: também me dedico à criação de obras didáticas de língua portuguesa, com várias professoras e linguistas do Grupo Didacta/TBH, do qual sou coordenador. Isso garante também certa estabilidade quando os projetos são aprovados no PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) do MEC. E, até hoje, desde 1999, fomos aprovados em todos os programas, sejam eles de ensino fundamental, sejam de ensino médio.
     
    FM - Quais saídas você entende possíveis para esta crise?
     
    Barreto - No momento, como você bem disse, o setor sofre mais uma crise: gráficas, editoras e grandes livrarias estão fechando, endividadas. Mas acho que é sazonal. Todo mundo está esperando o que o novo governo vai fazer... Enfim, esse é um grande defeito do editor brasileiro – e que se tornou atávico: reclamar, reclamar, pedir incentivos e isenções fiscais na impressão, na tinta, no papel, e, depender do governo para tudo. Os editores (assim como o empresariado brasileiro de modo geral, tirando o agronegócio e os banqueiros) precisam se modernizar, aprender a caminhar com suas próprias pernas. Como os europeus, os japoneses e alguns “tigres” asiáticos fazem. Ou como até a Colômbia, por exemplo, faz nesse setor da indústria gráfica. É preciso modernizar a gestão; investir dinheiro na criatividade dos escritores e ilustradores nacionais (os que mais ganham prêmios no exterior); abaixar o preço dos livros, fazer marketing do livro na TV, na internet e no atacado! Enfim: tem editor brasileiro que nem gosta de ler. Só lê o gráfico de vendas e pronto. Conheço editor que é plantador de arroz, de soja; criador de gado, fazendeiro, vendedor de automóveis... tudo, menos leitor! O mesmo acontece com alguns livreiros: não investem no atendimento. Tem vendedor de livro que também não lê, não sabe atender ao cliente-leitor. Só sabe ir ao computador da livraria e verificar se tem ou não tal e tal livro no estoque. Recentemente, passei também por uma experiência amarga: minha editora de didáticos quebrou, vai fechar as portas inclusive da sua própria gráfica (uma das maiores do país). Motivo: alguém do Ministério Público ou da Receita Federal, não me lembro agora, descobriu que o dono da editora (que mantinha ainda vários selos editorias ou nomes-fantasia sob um mesmo CNPJ) não pagava INSS, FGTS dos funcionários etc. E é um dos empresários mais ricos no setor. No entanto, o cara é uma toupeira. Sorte é que entramos na Justiça coletivamente, e o juiz reconheceu que os autores (mais de 60, em várias disciplinas) nada tinham a ver com as falcatruas do empresário-investidor-de-bolsa-de-valores. Os autores eram os mais prejudicados – além dos funcionários, é claro. Mas, para recebermos o que ele ainda nos deve, vai ser uma “Ásia”, por causa da burocracia e dos trâmites legais! O bom da história toda é que o juiz nos autorizou a fazer um distrato e um novo contrato com outra casa editorial, enquanto as coisas não se resolvem totalmente. Aliás, e só para ilustrar o que falei lá atrás, dia desses um editor-não-leitor me perguntou se eu era “parente do Lima Barreto”, por causa do “Policarpo” ter entrado com o “Barca” no Vestibular-Uemg. Pode? 
     
    FM - As pessoas ainda gostam de ler?
     
    Barreto - Quem gosta de ler, sempre lê, uai! Mas é um hábito que deve ser formado desde a mais tenra infância. Dar livro para as crianças como se fosse mesmo um brinquedo, inclusive para ser rasgado ou mordido. Acredito que a vinda das novas tecnologias não vai acabar com o objeto livro-impresso. Apenas acrescenta mais um suporte, mais uma forma das pessoas entrarem no mundo da fantasia ou do conhecimento. Muita gente pensa que o livro vai acabar... Necas! Livro é como cinema: a gente vai quando pode ou precisa, para se divertir. Ou como rádio: a gente liga e escolhe a estação de embarque na música, na notícia, nos saberes etc. A diferença é que o cheirinho do livro novo é melhor que qualquer perfume... Tempos atrás fiz uns testes com livros meus (já fora de catálogo editorial) em algumas linhas de ônibus de BH e em algumas praças: deixava o livro “esquecido” num banco. As pessoas liam, liam e deixavam no mesmo lugar para outros lerem. Outros olhavam em volta para ver se não tinha ninguém olhando e... vupt! Carregavam o livro para casa! Uma maravilha! Filmei tudo. Vai fazer parte de um documentário que estou produzindo... O que é necessário é fazer com que o livro chegue até o leitor, só isso. Quando chega na mão dele, fatalmente, vai ser lido! E degustado, saboreado…
     
    FM – Ontem o Pedro Bial revisitou o clássico “Filtro Solar” e lançou o Use Livros. Como vê essa iniciativa?
     
    Barreto - Ótima! Tudo que diga respeito à formação de leitores, novos ou não, é salutar, é bem-vindo, é solar! Livro não tem filtro! Livro é pra gente se queimar com ele mesmo. E passar pelo corpo, pelo cérebro. Aliás, uma boa frase: o livro é o filtro solar do cérebro!
     
    FM - Qual foi o primeiro livro que você leu?
     
    Barreto - “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato. E o poema “Infância”, de Carlos Drummond de Andrade. Depois da leitura, eu queria ser Pedrinho, o personagem. Depois quis ser Lobato, o criador. E depois eu quis ser aquele “menino entre mangueiras/que lia a incrível história de Robinson Crusoé”. E depois quis ser Crusoé... e quis ser seu criador, Daniel Defoe, em 1917. E depois me aventurei na “Ilha do Tesouro”, e quis ser Robert Louis Stevenson e... depois... depois, até hoje, até o fim dos meus dias, sempre será assim. Lendo, relendo e ‘trelendo’, conforme me ensinou Dona Gilda Parente, minha marcante professora de português no Colégio Estadual de Passos.
     
    FM – Qual foi o primeiro livro que você escreveu?
     
    Barreto - Um livrinho em forma de diário-ficcional, inventado, manuscrito e encadernado por mim mesmo com desenho de capa e tudo. Era chamado simplesmente “É...” – até hoje é inédito, pois o considero bem ruinzinho. Vai para minha sala no AEM-UFMG (Acervo dos Escritores Mineiros), entre outros inéditos, manuscritos e guardados. Há também outro livrinho-teste chamado “Tola”, um conto-novela sobre um sujeito meio ingênuo-bobalhão-pancada, inspirado em duas famosas figuras populares de Passos, em minha infância, o Tatão e o Chupaovo. O primeiro vivia pelas bandas da Praça da Matriz. O segundo vivia nas redondezas da antiga rodoviária, onde é hoje a Casa de Cultura. Como eu era engraxate na rodoviária e na praça, conheci-os muito bem; me fascinava o modo como sobreviviam e aceitavam o “bullying” de todo mundo. Apesar de a molecada mexer muito com eles, eram personagens marcantes desses dois lugares da cidade, lá pelos idos da década de 60 e 70. Agora, o primeiro livro publicado foi “O Sono Provisório”, de poemas, que venceu o principal concurso nacional de literatura, o Remington, em 1977, concorrendo com mais de três mil poetas do Brasil todo. Pra mim, foi uma surpresa e uma glória inacreditável. Eu tinha apenas 22 anos. E isso foi motivo de muita crítica boa, naquela época. 
     
    FM – Fale um pouco sobre o Ministério da Educação e Cultura e as dificuldades das questões de livros didáticos, outra prática sua, com relação às diferenças geográficas (escolas do Nordeste com mais dificuldade que as do Sudeste), por exemplo. 
     
    Barreto - Pois é. É uma lástima como o governo anterior (e outros antes) propagandeou que a Educação brasileira estava uma maravilha e coisa e tal... Isso até pode ter ocorrido em algumas escolas privadas do eixo Sul/Sudeste Maravilha. Mas não foi o que encontrei ao viajar pelo país, pelo chamado “Brasil Profundo”, desde 2015 até este ano de 2018, principalmente no nordeste brasileiro (como sempre) e no norte. É uma coisa de dar vontade de chorar: professores miseráveis, desdentados, fazendo gato e sapato para poder cumprir sua missão, salários de 100/200 reais; escolas feitas de adobe e taipa, cheias de gretas e rachaduras habitadas por barbeiros, aranhas e escorpiões... Escolas sem banheiro, sem privada, sem latrina: os meninos fazendo suas necessidades no meio do mato. Crianças andando a pé dez ou 15 quilômetros para chegar à escola, outras viajando duas ou três horas de canoa “voadeira” para ir à aula, às vezes apenas para merendar e voltar, correndo sérios riscos de naufrágio... Pra não falar da violência que tomou conta das escolas situadas nas periferias e favelas das grandes cidades. Enfim: o quadro é tão grave que gastaríamos mais uma página inteira só para falar desse tópico da realidade brasileira. Mas, continuo na espera de que esse país “grande e bobo” – como dizia Millôr Fernandes, possa pelo menos dar mais atenção ao ensino básico. Enquanto isso, a academia, a universidade se refestela em bolsas e bolsas estratosféricas no exterior (uns chegam a ganhar cinco mil euros por mês), às custas do cidadão pagador de impostos, para ir estudar na França, coisas como, por exemplo: “A Vida de Chico Buarque em Paris”; ou algo como “A Influência dos Maremotos nas Antenas dos Insetos”... Afff! País de 1º Mundo é assim mesmo, né? Dinheiro sobrando pelas torneiras e pelas tampas... Afff! Mas, voltemos ao livro. Gostaria mesmo era de agradecer aos queridos leitores, alunos, vestibulandos e professores de Passos pela acolhida e pela oportunidade que tive, no Café Don Francesco e no Colégio COC, de bater um papo incrível sobre “A Barca dos Amantes”! E agradecer também ao escritor Marco Túlio Costa, ao secretário de Cultura Carlos Jorge Ribeiro (o Caju) e ao prefeito Renatinho Ourives – que me contaram da oficialização e da efetivação da Flipassos como evento/projeto perene, anual, de promoção da Leitura e do Livro. Isso é ótimo! Passos sai na frente de muitas cidades brasileiras. Passos está passando um filtro solar cerebral na cabeça das novas gerações! Livro é isso: é saúde, virtude, amplitude. Livro é inquietude, plenitude, juventude. Livro é atitude. Livro: o filtro solar do cérebro!

    Os outros prêmios de Antonio Barreto são: Bolsa Vitae de Literatura (romance); Prêmio Minas de Cultura (romance e poesia); Prêmio Nacional de Contos do Paraná; Prêmio Nacional Guimarães Rosa (romance); Prêmio Nacional Emílio Moura (poesia: duas vezes); Prêmio Cidade de Belo Horizonte (poesia e contos); Prêmio João-de-Barro de Literatura (infantil e juvenil); Prêmio Nacional de Poesia Carlos Drummond de Andrade; Prêmio Manuel Bandeira de Poesia (UBE/SP, UBE/PE, UBE/RJ); Prêmio Henriqueta Lisboa de LIJ; Prêmio Nacional Petrobras de Literatura (poesia); Prêmio Nacional UFMG de Literatura (contos); Prêmio Bienal do Livro de BH (Poesia); Prêmio Bienal Internacional do Livro de SP (poesia): Prêmio FNLIJ de Leitura Altamente Recomendável para Crianças e Jovens (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil: vários livros); Prêmio Internacional Tereza Martin de Poesia; Prêmio Internacional da Paz (ONU); foi o único autor brasileiro indicado para o Prêmio Ezra Jack Keats, da Unesco/Unicef (EUA); Prêmio IBBY (Unesco) e vários livros indicados para as Bienais/Salões Internacionais do Livro de Barcelona, Bolonha, Frankfurt, Bratislava e Cidade do México. Além disso, tem várias obras escolhidas para os programas de leitura e formação de bibliotecas (PNBE, PNLD) do MEC e foi várias vezes indicado para receber o Prêmio Jabuti, da CBL (nos gêneros conto, poesia, crônica/didático, romance e literatura infanto-juvenil). Em 2009, recebeu também o Prêmio Nacional Literatura para Todos (MEC) com o livro de crônicas “O Papagaio de Van Gogh”, com milhares de exemplares distribuídos às bibliotecas e escolas públicas do país. Alguns de seus livros já foram traduzidos para o espanhol, italiano e francês; além de participar de antologias nacionais e estrangeiras de contos e poemas, com trabalhos em inglês, espanhol, italiano, francês, húngaro e árabe.

     

    Outras atividades – Das obras didáticas, destacam-se as coleções: “Literatura: Trilhas & Tramas”, Ensino Médio (Ed. Leya/Escala Editorial, 2017; aprovada no PNLD-2018/MEC); “Marcha Criança/Produção de Textos”, EF1 (Somos Educação-Scipione, 2016); “Linguagens em Conexão”, EM (Leya, 2013-aprovada no PNLD 2015/MEC); “Para Ler o Mundo”, EF2 (Scipione, 2010-aprovada no PNLD 2011/MEC); “Para Ler o Mundo”, EF2 (Formato/Saraiva, aprovada no PNLD-2005/MEC); “Para Ler a Gramática”, EF2 (Formato/Saraiva, 2000); “Transversais do Mundo” (Lê, 1999, Prêmio Jabuti-2000 de Melhor Livro Paradidático).

    Atualmente, toda a sua obra (livros e revistas editados, originais, manuscritos, fotos, vídeos, troféus, objetos pessoais, material crítico, recortes de jornais e notícias, desenhos, pinturas e grande parte de sua biblioteca) está sendo reunida, compilada e organizada pelo AEM-(Acervo de Escritores Mineiros) da UFMG, para ser inaugurada em 2019, ao lado de outros grandes escritores mineiros/brasileiros como: Carlos Drummond de Andrade, Henriqueta Lisboa, Fernando Sabino, Roberto Drummond, Oswaldo França Jr., Paulo Mendes Campos, Otto Lara Rezende e Pedro Nava.

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    ROMANCE

    A barca dos amantes (ficção histórica sobre Marília de Dirceu e Tomás Antônio Gonzaga). Belo Horizonte, Lê, 1990 (4ª. ed., 2018). A guerra dos parafusos. Rio de Janeiro, José Olympio, 1993. Bolsa Vitae de Literatura/1991 (Fundação Vitae, SP); Prêmio Minas de Cultura/1992; Prêmio Guimarães Rosa de Romance/1992 (Secretaria Estadual de Cultura de MG); Prêmio Paraná de Romance/1992 (2º. Lugar); Prêmio Nacional de Romance/1992 (União Brasileira de Escritores-UBE/PE). Balada do primeiro amor. São Paulo, FTD, 1997 (36ª. tiragem, 8ª. ed: 2017) – Prêmio Nacional “João de Barro” de Literatura Juvenil/1996, B. Horizonte-MG).

     

     CONTO

    Os ambulacros das holotúrias. Belo Horizonte, UFMG, 1990. Prêmio Nacional de Literatura Editora UFMG 1988; Prêmio Nacional de Contos do Paraná 1989 e indicação para o Jabuti da Câmara Brasileira do Livro como Melhor Livro de Contos de 1991. Reflexões de um caramujo. Belo Horizonte, UFMG/Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, 1993. Prêmio Nacional Cidade de Belo Horizonte 1989.

     

     CRÔNICA

    O papagaio de Van Gogh. Belo Horizonte, Lê, 2011 (Brasília/MEC-SECAD-EJA/PNBE, 2010. Prêmio “Literatura Para Todos” – 2009). Crônicas adoidescentes. São Paulo, Mercuryo Jovem, 2010. Lixo cósmico. São Paulo, Mercuryo Jovem, 2010. Transversais do Mundo – Leituras de um tempo. Belo Horizonte, Lê, 1998. Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro (2º. Lugar) como Melhor Livro Didático/Paradidático do Ano, 2000. Damas de Ouro & Valetes Espada – crônicas do baralho. São Paulo, MG Edições, 2009 (org. de Leonel Prata).

     

    POESIA

    O sono provisório. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1978, 3ª. ed. (esg.). Prêmio Nacional Remington de Literatura Brasileira-1977). Vastafala. São Paulo, Scipione, 1988, (esg.) 3ª. ed. (Prêmio IV Bienal Nestlé de Literatura Brasileira-1988; incluindo Revelações do abismo [prêmio Petrobras de Literatura Brasileira-1988] e Espantário [prêmio Nacional Cidade de Belo Horizonte-1985; prêmio I Bienal Ímpar de Poesia Estância Itanhangá-UBE-Secretaria de Cultura de Goiás 1987/88; prêmio Petrobras de Literatura Brasileira-1988]). Lua no varal. Belo Horizonte, Miguilim, 2014, 4ª ed.; com cromos recuperados por Maurizio Manzo (1ª. a 3ª. ed: 1987. Prêmio Nacional João-de-Barro de Literatura Infantil 1985; indicação para o Prêmio “Jabuti”/1988 da Câmara Brasileira do Livro (CBL); Selo de Leitura Altamente Recomendável para adolescentes, da FNLIJ, 1988; menção honrosa prêmio Menotti Del Picchia 1988; indicação para o catálogo do International Board on Books for Young People (IBBY), da Unesco; Catálogo da Novíssima Literatura Infantil e Juvenil Brasileira, da FNLIJ; representante do Brasil na Feira do Livro Infantil e Juvenil do México 1990 e Feira do Livro de Bolonha (Itália) 1990. Projeto gráfico/ilustrações originais de Paulo Bernardo Vaz). Vagalovnis. Belo Horizonte, Autêntica/Gutenberg, 2011 (1ª. ed: Dimensão, 2003). Isca de pássaro é peixe na gaiola. Belo Horizonte, Miguilim, 2006 (2ª. ed); com ilustrações e projeto gráfico de Maurizio Manzo (1ª. ed.: Miguilim-Secretaria de Cultura do Estado de MG, 1989. Prêmio Nacional Henriqueta Lisboa 1987). Mochila – Poemas para viagem. São Paulo, Mercuryo Jovem, 2001.

     

     INFANTO-JUVENIL

     Prosa Poética

    Livro das simpatias. Belo Horizonte, Ed. Baobá, 2ª. ed. 2014; com ilustrações de Guili Seara (1ª. ed. RHJ; Prêmio Nacional João-de-Barro 1987; Selo de Leitura Altamente Recomendável para crianças, da FNLIJ, 1991; segundo lugar na lista de “Melhores do Ano” do jornal Estado de Minas e das revistas “Veja” e “IstoÉ”, em 1990. Ilustrações de Márcia Franco). Zoonário. São Paulo, Mercuryo Jovem, 2000.

     Poesia

    Sapopralá/Patopracá. Belo Horizonte, Lê, 2015. Orquestra Bichofônica. Sabará-MG, Aaatchim! Editorial, 2012. A noite é um circo sem lona. Belo Horizonte, RHJ, 2011, 2ª. ed. (1ª. ed. Rio de Janeiro, Record, 1987. Prêmio Nacional João-de-Barro 1985; prêmio I Bienal do Livro de Belo Horizonte 1986, da Câmara Mineira do Livro; indicação para Melhor Produção Editorial de obra infantil e juvenil do prêmio Jabuti 1988, da CBL; Selo de Leitura Altamente Recomendável para crianças, da FNLIJ; indicação para o catálogo internacional do IBBY, da Unesco; integra o catálogo da Novíssima Literatura Infantil e Juvenil Brasileira da FNLIJ; representante do Brasil na Feira do Livro Infantil e Juvenil do México, 1990, e na Feira do Livro de Bolonha (Itália), 1990; indicação para representante do Brasil no prêmio Internacional Ezra Jack Keats, da Unicef, 1990, pelas ilustrações de Nelson Macedo. Brincadeiras de anjo. São Paulo, FTD, 1987. Prêmio Nacional João-de-Barro 1985; menção honrosa de Melhor Texto Infantil na X Bienal Internacional do Livro, São Paulo, 1988; indicação para Melhor Ilustrador e Melhor Produção Editorial de Obra Infantil e Juvenil do prêmio Jabuti 1988, da CBL; representante do Brasil na Líber 1988 (VI Salón Internacional Del Libro de Barcelona, Espanha); indicação para o catálogo internacional do IBBY, da Unesco; integra o catálogo da Novíssima Literatura Infantil e Juvenil Brasileira da FNLIJ; representante do Brasil na Feira do Livro Infantil e Juvenil do México, 1990, e na Feira Internacional do Livro de Bolonha (Itália), 1990. Tem um avião lá fora. São Paulo, FTD, 1987. Prêmio Nacional João-de-Barro 1985; indicação para o catálogo internacional do IBBY, da Unesco; faz parte do catálogo da Novíssima Literatura Infantil e Juvenil Brasileira, da FNLIJ; representante do Brasil na Feira do Livro Infantil e Juvenil do México, 1990, e na feira Internacional do Livro de Bolonha (Itália), 1990. Ilustrações de Paulo Bernardo.

    Contos/Novelas

    No beleléu. São Paulo, FTD, 2008. Um sapo na barriga. Belo Horizonte, Ed. Compor, 2013. O velho pássaro da lua. São Paulo, FTD, 1996 (10ª. ed.). Bombeiros do sol, com Graça Sette. Rio de Janeiro, José Olympio, 1997. O menino que não sonhava só, São Paulo, Mercuryo Jovem, 2000. O jogo da onça, com Maurício Lima. S. Paulo, Origem/Panda Books/BrinqueBook, 2005.

     

     MEMÓRIA

    Centro (Baixo Belô). Belo Horizonte, Conceito Editorial, 2014/2015. Beagandaia – Memórias da Última Cidade (a sair), 2018 (Ed. LeYa-SP/Lisboa).

     

     DIDÁTICOS/PARADIDÁTICOS (Língua Portuguesa: em coautoria)

    Literatura: Trilhas & Tramas, Ensino Médio (LeYa/Escala Editorial, 2015; aprovado no PNLD-2018). Marcha Criança/Produção de Textos, EF1 (Somos Educação/Scipione, 2016). Linguagens em conexão, Ensino Médio (Leya, 2013 – Aprovado no PNLD 2015). Para ler o mundo, EF2 (Scipione, 2010 – aprovado no PNLD 2011). Português/Para ler o mundo - Língua, Literatura e Produção de Textos, Ensino Médio (Scipione, 2006). Para ler o mundo – Português - Alfabetização/Letramento; Ensino Fundamental I e II; Ensino Médio – (Scipione/Ática/Abril Educação, 2004 a 2009). Para ler o mundo, EF2 (Formato/Saraiva, 2001-aprovado no PNLD 2005). Para ler a Gramática (Formato Editorial/Saraiva, 2000/2002). Transversais do Mundo (Ensino Médio/3º Grau) – crônicas do autor, analisadas por Graça Sette, Maria Angela Paulino, Rozário Starling (Lê/Formato Editorial, 1999). Prêmio Jabuti-2000 de “Melhor livro didático”. Jogos Indígenas do Brasil – O jogo da onça (cartilha didática, Ensino Fundamental I, Origem-Panda Books/BrinqueBook, 2005).

     

     COLETÂNEAS E ANTOLOGIAS

     Contos e Poemas

    Protótipo – Revista de Escritores Marginalizados. Passos/Belo Horizonte, números 1 a 5, 1970 a 1975. Histórias de um novo tempo. Rio de Janeiro, Codecri/Pasquim, 1977. Edições Marginais 3. Belo Horizonte, Edições Marginais, 1977. Histórias mineiras. São Paulo, Ática-Rede Globo, 1984. Antologia (V Concurso Nacional de Contos). São Bernardo do Campo, Prefeitura Municipal de São Bernardo do Campo, 1984. Um prazer imenso (contos eróticos). Rio de Janeiro, Record, 1986 (org. de Jeferson de Andrade). Ficções 2 (contos inéditos). Porto Alegre, Mercado Aberto, 1987 (org. de Charles Kiefer). Jovens contos eróticos. São Paulo, Brasiliense, 1987 (org. de Caio Fernando Abreu). Novos contistas mineiros. Porto Alegre, Mercado Aberto, 1988. Flor-de-vidro. Belo Horizonte, Arte Quintal, 1991. Outras histórias. São Paulo, Atual, 1992 (org. de Vivina de Assis Viana). Vínculos. “Balada da mecânica celeste”. O homem que sabia javanês. “Fulanga”. São Paulo, Atual, 1992. (org. de Vivina de Assis Viana). Antologia (IV Concurso Nacional de Contos Luís Vilela). Belo Horizonte, UFMG, 1992. Antologia de Conto/1992 (Concurso Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte). Belo Horizonte, Secretaria Municipal de Cultura, 2000. Palavra da Gente-Textos para leitura (MEC-FNDE/PNBE 2003). São Paulo, Callis/Mercuryo Jovem, 2003. A bola que rola. Belo Horizonte, RHJ, 2003 (org. de Ronald Claver). Contos Brasileiros de Futebol. Brasília, LGE, 2005 (org. de Cyro de Mattos). Pitanga-Microcontos. Lisboa, Pitanga, 2008. Antologia poética 2. Belo Horizonte, Interlivros, 1977-78. Antologia (I Semana Nacional de Poesia). Florianópolis, Prefeitura Municipal de Florianópolis, 1977. Carne viva (I Antologia Brasileira de Poemas Eróticos). Rio de Janeiro, Ânima, 1984 (org. de Olga Savary; pref. de Antônio Houaiss). Poemas para a paz. Cachoeiro do Itapemirim, Prefeitura Municipal de Cachoeiro do Itapemirim, 1986 (org. e pref. de Moacyr Félix). Antologia da nova poesia brasileira. Rio de Janeiro, Fundação Rio, 1992 (org. de Olga Savary). Rumo à Estação Poesia/Poesia Brasileira. Belo Horizonte, Dimensão, 2001 (org. de Ronald Claver). Roteiro da Poesia Brasileira/Anos 70. São Paulo, Global, 2009 (Dir: Edla Van Steen; seleção de Afonso Henriques Neto). ETC.

    Fotos e Textos/Ilustrações

    Momentos de Minas. São Paulo, Ática/Rede Globo, Minas, 1984. Minas de liberdade. Belo Horizonte, Secretaria Estadual de Cultura/Assembleia Legislativa, 1992 (org. de Wander Melo \Miranda, Eneida Maria de Souza e Ângelo Oswaldo Araújo Santos). Projeto gráfico de Amílcar de Castro. ETC.

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    Contatos com o autor:

    Email: antonioba@uol.com.br e https://www.facebook.com/barretantonio

    15/12/2018
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    Antonio de Pádua Barreto Carvalho

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