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    13/12/2018 05h56 - Atualizado em 13/12/2018

    Acusados da morte de Julio's Bill são presos

    Os condenados Thiago Couto Pereira e seu pai, Geraldo dos Reis Pereira, tiveram a ordem de prisão expedida pelo juiz da comarca de Piumhi, Cesar Iotti. Motivação reside em suposto relacionamento amoroso com réu

    Maira Julio - maira@folhadamanha.combr

    PIUMHI – Na manhã de ontem, 12, a Polícia Civil de Piumhi cumpriu mandado de prisão em desfavor dos acusados pela morte do DJ Julio’s Bill, há mais de 14 anos, no município. No início do ano passado, os envolvidos estiveram em júri popular, foram condenados, mas continuaram soltos durante os recursos cabíveis.
     Os condenados Thiago Couto Pereira e seu pai, Geraldo dos Reis Pereira, tiveram a ordem de prisão expedida pelo juiz da comarca de Piumhi,
    Cesar Iotti.
    Segundo a irmã da vítima, Maria Camargos, os advogados dos condenados se utilizaram de todos os recursos cabíveis para suspender a prisão e serem absolvidos, mas, agora, com o mandado, os policiais foram até a cidade de Formiga para prender Thiago e a Piumhi para prender
    seu pai.
    Reinaldo Reis, investigador da Polícia Civil, disse que os condenados não reagiram à prisão, os quais foram encaminhados para o presídio de Piumhi, onde cumprirão, inicialmente em regime fechado, 13 anos e oito meses de reclusão.

    Entenda o caso
    Segundo a denúncia do MP, no dia 28 de maio de 2004, por volta das 2h, em certo local da estrada vicinal que liga a cidade de Piumhi ao povoado de Penedos, na zona rural do município, os denunciados, agindo com identidade e unidade de propósitos, por motivo fútil e com vontade de matar, utilizando-se de arma de fogo e arma branca, dispararam três vezes contra a cabeça da vítima, Júlio César Rodrigues, causando-lhe graves ferimentos, que foram a causa de sua morte.
    Consta também que, após o assassinato da vítima, os denunciados abriram a barriga do corpo já sem vida e jogaram-no no rio, buscando ocultar o cadáver. Restou apurado que o denunciado Thiago e a vítima mantinham relacionamento amoroso, fato que não era aceito por Geraldo, pai de Thiago.
    Na noite de 27 de maio de 2004, o denunciado Thiago, previamente ajustado com os demais acusados, atraiu a vítima para o local do crime sob pretexto de praticar atos amorosos. Os denunciados desferiram os tiros contra a cabeça da vítima.
    Ainda segundo a denúncia, os denunciados queimaram o automóvel Fiat Uno, utilizado pela vítima para a ida até o local do encontro e do crime. Dando continuidade, os acusados transportaram o corpo até o rio São Miguel, no município de Iguatama, onde, depois de abrirem a barriga do cadáver para que afundasse e não fosse encontrado, jogaram o corpo nas águas, para ocultá-lo. O corpo do DJ Julio’s Bill foi encontrado em 31 de maio de 2004. Os dados telefônicos confirmaram o contato feito entre Thiago e Júlio por várias vezes no dia do crime.
    Segundo o juiz, os depoimentos testemunhais revelam que os acusados possuíam motivação para o crime e apontam indícios de autoria suficientes para pronunciar os réus.
    “O crime cuja prática é imputada aos acusados se enquadra dentre aqueles considerados dolosos contra a vida e estou convencido da sua existência, já que há prova da materialidade e suficientes indícios de autoria,” concluiu o juiz na sentença de pronúncia.
    Por todos os fatos existentes, o juiz pronunciou os acusados Geraldo dos Reis Pereira e Mauro Alves Ferreira pela prática dos crimes prescritos nos artigos 121, (crime de homicídio) §2º, incisos II e IV e artigo 211 (crime de ocultação de cadáver), ambos do Código Penal Brasileiro (CPB) e Thiago Couto Pereira somente pela prática do delito previsto no artigo 121, (crime de homicídio) §2º, incisos II e IV, do CPB, quanto ao crime descrito no artigo 211 (crime de ocultação de cadáver) do CPB, o juiz decretou a prescrição da pretensão punitiva e, em consequência, julgou extinta a punibilidade de Tiago quanto ao crime de ocultação de cadáver.
    Na época, o juiz concedeu aos denunciados o direito de recorrer em liberdade, uma vez que não ficaram presos durante toda a instrução criminal e por não visualizar os requisitos da prisão preventiva, para que sejam submetidos ao julgamento popular perante o júri da comarca de Piumhi.
     

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