• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    03/12/2018 07h57 - Atualizado em 03/12/2018

    Odilon Ferreira da Silva

    "Falta motivação para o empresário passense"

    Nathália Araújo - Especial para a Folha

    Diante do atual cenário econômico do comércio de Passos, o empresário e sociólogo Odilon Ferreira da Silva conta que sente falta de motivação que gere empolgação nos comerciantes. Presidente da Associação Comercial e Industrial de Passos (Acip), entre nos anos de 1986 e 1988, ele explica que a precariedade na divulgação do que é produzido no município é o principal problema quando o assunto é faturamento. Odilon, que dá nome ao auditório da sede da entidade, ainda revela que sente decepção diante do que está acontecendo na Acip e que é preciso desenvolver campanhas que incentivem o comerciante a produzir e investir em seu trabalho, “Houve uma estagnação e meu coração dói com essa situação”. Confira a entrevista completa:

    Pergunta – A Associação Comercial e Industrial de Passos realiza a eleição de sua nova diretoria no próximo dia 10. O senhor vê motivação dos associados para participar desse processo?

    Resposta – Não vejo boas motivações, acho que a Associação está parada no tempo e no espaço. Não vejo chapas de movimentação, não vejo pessoas interessadas e isso dói meu coração, porque uma entidade como a nossa tem pessoas desmotivadas por falta de entusiasmo com o trabalho, que está estagnado.

    P – O que pode ser feito para mudar essa situação?

    R – Primeiro, uma reunião com todo o pessoal da Associação com o objetivo de dar alguma motivação, mobilizando novas pessoas para criarem novas chapas que devem concorrer e acabar com esse marasmo. Até agora, não fui procurado por ninguém, e uma cidade como Passos não pode ficar parada, tenho muito apreço pela entidade, pelo tempo que fiquei lá, assim como por tudo que fiz. É triste ver a falta de movimentação. Neste fim de ano, as ações estão muito devagar, isso é um desprezo!

    P – Até o fim da década de 90, a Acip conseguiu um grande patrimônio, o que não se verifica mais nos últimos anos. Havia mais participação dos associados ou dos diretores nesse processo de crescimento?

    R – Naquele tempo, realmente conseguimos comprar salas e adquirir muitos bens. Hoje, não existe mais interesse em aumentar esse patrimônio. Inicialmente, aquele local não era adequado e, com a participação e movimentação de todos, conseguimos suprir a necessidade de adquirir salas; agora, tudo está parado e nada cresce mais.

    P – Apesar do crescimento do setor comercial e industrial de Passos, o número de associados está estagnado. Apenas em termos comparativos, a Associação Comercial de São Sebastião do Paraíso, por exemplo, tem o dobro dos associados de Passos. Na sua opinião, por que isso ocorre?

    R – Não tenho as estatísticas precisas sobre o número atual de associados, mas, antigamente, a Associação de Passos servia como referência para as cidades da região. Faltam campanhas e incentivos aos comerciantes; porque não há investimentos e atividades para voltarmos a ser como antes, por isso, nos encontramos nessa situação.
    P – Paralelamente ao trabalho desenvolvido, são criadas várias outras atividades que antigamente eram agregadas à Acip, como é o caso dos moveleiros, das confecções e dos comerciantes da avenida Francisco Avelino Maia. Como o senhor vê isso? Pode enfraquecer a Acip?

    R – O movimento de confecções de Passos conseguiu se expandir para o Brasil inteiro. Quando se fala no setor moveleiro, especialmente os móveis rústicos, nossa cidade é uma grande referência em todo o Brasil. O problema é que falta muita divulgação e, mais ainda, motivação para gerar empolgação no comércio. Na minha opinião, falta um trabalho bem feito de divulgação com foco na nossa indústria moveleira e voltar com os desfiles que ofereciam muito destaque à moda passense para o país. O departamento da Acip não tem verba, a cidade não tem dinheiro e a economia só sobrevive por conta do esforço individual de cada empresário, que se mostra destemido e corajoso para enfrentar e divulgar seu trabalho. Uma divulgação bem elaborada seria capaz de gerar mais vendas e, automaticamente, mais dinheiro para a cidade.

    P – Até o fim de 2002, a Acip administrava o CAT-Sesi, que foi devolvido à Fiemg e hoje está desativado. Como o senhor vê essa situação? Foi uma perda para os associados e seus funcionários?

    R – Meu sentimento é de tristeza com essa paralisação, porque temos a impressão de que a Acip se desinteressou do CAT-Sesi, não houve mais condições para a administração e, até hoje, está parado, é uma perda enorme!

    P – A Acip vem sendo criticada na Câmara Municipal de Passos por ser utilizada no meio político. Existem informações de que as reuniões com funcionários são realizadas na Prefeitura. Como o senhor vê essa relação?
    R – A Acip e a relação com a administração municipal acabaram misturando as coisas, mas, politicamente, não vejo interferência de um setor no outro. A falta de motivação da entidade se dá pela falta de alguém que seja firme e tenha força para brigar por Passos, porque nossa cidade tem esse grande potencial por causa da criatividade, do destemor e da bravura do nosso povo. Nossa indústria cresce sozinha, sem estímulo algum.

    P – Outras críticas são de que a entidade produz premiações e festas de grande porte somente para os integrantes da diretoria. Em recente evento, por exemplo, quase todos os diretores e seus acompanhantes tiveram suas empresas premiadas, e o associado, por sua vez, não recebeu convite para a festa. Como o senhor vê essas iniciativas?

    R – Não tenho conhecimento dessas festas, porque não participo, nunca fui convidado. Então, não posso afirmar algo que não conheço.

    P – Como empresário e ex-dirigente classista, como está sua expectativa em relação ao próximo governo de Romeu Zema à frente de Minas Gerais?

    R – Como o empresário que é, espero que Romeu Zema enfrente os desafios que vêm pela frente. Primeiramente, um empresário no campo político deve ter muito jogo de cintura e, geralmente, o empresário não tem, porque está ligado aos números. Zema vai precisar negociar muito, porque, como um empresário que já esteve na política, sei que as coisas não são fáceis. É preciso pensar em um tudo e consertar as finanças estaduais, transformando o Estado em uma empresa.
    P – E em relação ao presidente eleito, Jair Bolsonaro? Qual é a sua expectativa?

    R – Bolsonaro é a nossa esperança! O Brasil está em um ponto em que a corrupção chegou a um nível insuportável, as pessoas não conseguem mais acreditar em políticos. Houve uma renovação, mas precisamos melhorar muito, e composição do gabinete de Bolsonaro conta com pessoas capacitadas. Meu único medo é o militarismo, porque não sei de suas intenções. Gostei do que aconteceu com os médicos cubanos, não podemos conviver com isso, vivemos em uma democracia e precisamos de atitude para um país tão bom quanto o nosso. 

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2019 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus