• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    29/11/2018 08h11 - Atualizado em 29/11/2018

    25 anos sem Grande Otelo

    Grande Otelo morreu em 26 de novembro de 1993, aos 78 anos de idade, quando teve um acidente cardiovascular brutal por volta das 14h30, ao desembarcar no aeroporto Charles De Gaulle, em Paris

    Há 25 anos morria Grande Otelo, um dos maiores atores e comediantes da história do cinema e da TV no Brasil. “Quando você conhece um humorista, percebe que nós não temos nada a ver com o que levamos para o palco”, dizia o mineiro de Uberlândia - “Não fala Uberabinha para mim que tem briga!”, brincava, em referência ao antigo nome da cidade - na qual teve uma história de vida difícil.
     Nascido em 18 de outubro de 1915, Grande Otelo já morou na rua, passou por diversas famílias e viveu outros tantos dramas pessoais, como o suicídio de sua esposa, em 1948, logo após matar seu filho, Osmar, enteado de Otelo, quando tinha apenas dois anos de idade - ou quando levou uma facada de sua outra mulher, Joséphine Héléne, em 1978, durante uma crise de ciúmes e bebedeira.
     Ao todo, casou-se quatro vezes e teve cinco filhos: “quatro homens do casamento oficial e uma mulher de uma aventura.” Filho de uma mãe alcoólatra e um pai que morreu esfaqueado quando era jovem, Grande Otelo tinha como nome original Sebastião Bernardes de Souza Prata.
     Mais tarde, em 1935, começou a ser conhecido publicamente pela alcunha: “A crítica do Rio de Janeiro me batizou como Grande Otelo, por intermédio do Jardel Jércolis (precursor do teatro de revista no Brasil), que me lançou como The Great Othelo”.
     A origem do apelido remete à sua infância. O ator costumava acompanhar a filha de sua tutora em suas idas à Ópera Lírica Nacional, onde ela estudava canto. Certa vez, o maestro pediu para que também cantasse.
     “Ele experimentou minha voz e me viu pretinho, pequenininho... A minha voz era de tenorino - ele achou que era - e eu cheguei a cantar a ópera Tosca (de Giacomo Puccini). “Ele achou que, quando eu crescesse, cantaria O Othello (ópera de Giuseppe Verdi baseada no texto de William Shakespeare”, disse.

    Carreira
     Segundo contava, sua primeira experiência no mundo artístico se deu antes de completar 10 anos de idade, na década de 1920. “A primeira entrada que eu fiz foi uma beleza, porque eu já era, assim, um palhaço da cidade, com a pouca idade que eu tinha. Então, naquele dia, o circo encheu mais pra ver o Bastiãozinho (como era conhecido na região).”
     “Eu tinha uns sete anos. Bastiãozinho, vestido com um vestido comprido e com um travesseiro no bumbum e rebolando de braços com o palhaço. Aí todo mundo riu, todo mundo achou graça”, recordava.
     Em 1935, já com o nome de Grande Otelo, fez parte da companhia de arte de Jardel Jércolis, e começou a ganhar cada vez mais projeção no mundo do teatro e do cinema.
     Entre 1938 e 1946, fez parte do Cassino da Urca, uma das casas noturnas mais badaladas do País entre 1930 e 1950, época em que o Rio de Janeiro era a capital federal.
     A partir da década de 1940, começou a fazer diversos filmes. Multitalentoso, causava risos nos cinemas brasileiros, mas não era somente engraçado, sendo reconhecido pouco depois como um grande ator, até hoje considerado um dos principais da história do Brasil.

     

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2018 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus