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    08/11/2018 10h35 - Atualizado em 08/11/2018

    Empolgante, agitadíssimo e com bela fotografia

    “O Expresso de Von Ryan”, que o Cine Clube Pipoca & Bala Pipper programou para a próxima semana, é um filme de guerra, com estória fictícia, cuja trama é baseada no romance de David Westheimer, produzido em 1965, pela Twentieth Century Fox. Dirigido por Mark Robson (As pontes de Toko-Ri, 1955; Terremoto, 1974), conta a estória de uma espetacular fuga de prisioneiros ingleses e americanos de um campo italiano, durante a II Guerra Mundial.
    O elenco conta com Frank Sinatra no papel principal, interpretando o Coronel (aviador) Joseph L. Ryan, e com os talentos de Trevor Howard, Brad Dexter, Sergio Fantoni, Wolfgang Preiss, Adolfo Celi e Raffaella Carrá. O Coronel Ryan (Sinatra) é um piloto estadunidense cujo avião P-38 Lightning foi derrubado no litoral italiano em 1943, já próximo do dia em que os italianos fariam a paz em separado com os Aliados, para desgosto dos aguerridos alemães. Ele é capturado por tropas italianas e levado a um campo de prisioneiros localizado no sul da Itália. O campo é comandado pelo Major Battaglia (Celi), uma caricatura de oficial ao mesmo tempo cruel e incompetente, sob cuja direção encontra-se aprisionado o 9º Batalhão dos Reais Fuzileiros do Exército Britânico, juntamente com alguns militares do Exército dos Estados Unidos, entre eles o sargento Bostick (Brad Dexter), de início um crítico ferrenho do Coronel. No campo de prisioneiros, a patente mais elevada do Coronel Ryan (Sinatra) incomoda tanto os carcereiros italianos quanto os prisioneiros ingleses.
    Com a rendição da Itália, os alemães passaram a assumir o controle militar do país. No campo de prisioneiros do filme, os ingleses e americanos, sob a liderança de Ryan (Sinatra) e Fincham (Howard) e com a ajuda do capitão italiano Oriani (Fantoni), que era o segundo em comando do Major Battaglia (Celi), empreendem uma tentativa de fuga, que se vê frustrada pelas forças alemãs, com o auxílio do ex-comandante italiano. Aí começa, então, a estória, propriamente dita, do Expresso de Von Ryan: todos são presos em um trem e levados ao norte da Itália. A fuga dos prisioneiros, nessas condições “ferroviárias”, por assim dizer, é a essência do filme, e é eletrizante: o filme é daquelas boas produções que conseguem manter o suspense e prender a atenção do espectador durante toda a sua duração.
    É interessante destacar que, no livro de David Westheimer, o final é bem distinto do que acabou sendo levado à “telona”. O Coronel Ryan sobrevive e escapa para a Suíça, com outros prisioneiros e cai na gargalhada ao ver a inscrição “Von Ryan’s Express”, gravada por um dos colegas prisioneiros no lado de fora do trem. Nada disso acontece: Ryan é metralhado e morto, já próximo à fronteira com a Suíça. Esse final bem mais trágico foi exigido pelo próprio Frank Sinatra para dar um pouco mais de credibilidade à estória e para “redimir” seu personagem do fato de haver atirado na jovem Gabriella (Raffaella Carrá). O mais interessante, contudo, parece ser o que vem da biografia do escritor David Westheimer. Ele foi oficial da aviação norte-americana durante a Guerra, navegador de bombardeiros pesados quadrimotores Consolidated B-24 Liberator. Derrubado próximo a Nápoles em 1942, foi prisioneiro de guerra em campos na Itália e na Alemanha, neste último caso, no famoso campo de prisioneiros aviadores Stalag Luft III, palco de uma memorável fuga em massa, a qual deu origem a outro famoso filme de guerra: “Fugindo do inferno” (The great escape, 1963), dirigido por John Sturges.
    Mesmo sendo uma obra de ficção, “O Expresso de Von Ryan”, retrata com fidelidade as tradicionais virtudes militares da honra, da coragem e da dignidade. Empolgante, agitadíssimo, e com uma bela fotografia, prende o espectador da primeira à última cena. 

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