• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    31/10/2018 09h46 - Atualizado em 31/10/2018

    Titãs lança ópera rock em DVD

    Chega "Titãs, Doze Flores Amarelas - A Ópera Rock"; integrante da banda enfrentava batalha contra o câncer

    Adriana Del Ré - Especial para a Folha

    Branco Mello mant?m um sorriso quase que permanente no rosto durante a entrevista. Pudera. O momento ? de supera??o – e de seguir em frente. O tratamento contra um c?ncer na hipofaringe ao qual ele se submeteu nos ?ltimos meses foi bem-sucedido. Tem ainda o DVD do novo trabalho dos Tit?s, Doze Flores Amarelas – A ?pera Rock, gravado ao vivo no Teatro Opus, em S?o Paulo, em maio, que acaba de ser lan?ado. E o in?cio de uma temporada de shows, que marca a volta de Branco aos palcos – ap?s o diagn?stico do c?ncer em maio, o tratamento em junho e julho, e sua recupera??o em agosto e setembro.
    Branco conta como come?ou a identificar que alguma coisa n?o estava bem. “A gente estava ensaiando, fazendo show, eu sentia que tinha alguma coisa meio estranha, n?o na voz, mas sentia uma sensibilidade, um neg?cio que eu n?o entendia o que era, para engolir, fiz um monte de exames, mas n?o aparecia nada”, lembra-se o m?sico, ao lado de seus amigos e parceiros de longa data de Tit?s, S?rgio Britto e Tony Bellotto, na sede da gravadora Universal, em S?o Paulo.
    “Mas, ent?o, quando a gente j? tinha gravado tudo, CD, DVD, apareceu, num dos exames, um neg?cio pequenininho na hipofaringe. Como (o DVD) ainda ia ser editado, tinha um tempo para eu me recolher, a gente fez um planejamento e eu fui me tratar. Fiz um tratamento pesado, dif?cil, de radioterapia associado a sess?es de quimioterapia. Fiquei dedicado a isso, fazendo tratamento e com a confian?a de que depois eu ia ter que me recuperar do tratamento, que ? uma porrada, e, depois que eu me recuperasse, eu voltaria a trabalhar. Foi o que aconteceu. Agora estou voltando, a voz est? voltando, estou fazendo muita fisioterapia, fono, tudo o que precisa”, continua ele.
    E como fica a vida ap?s o impacto de receber esse diagn?stico? “A import?ncia das coisas ? redimensionada. A vida leva a gente a se preocupar com coisas que n?o t?m a menor import?ncia. Quando voc? encara uma situa??o de morte, ou de dor, ou de d?vida de futuro, de finitude, isso muda muito sua maneira de se relacionar com as pessoas, com o mundo, com a vida e tudo mais. E, claro, tem um lado que a vida segue, que ? muito bom, estou voltando para isso, estou voltando para minha vida, com essa experi?ncia toda, e s? e salvo”, responde Branco Mello.
    Agora, ele, S?rgio e Bellotto – o trio remanescente da forma??o cl?ssica dos Tit?s – est?o focados na divulga??o do novo DVD, Doze Flores Amarelas – A ?pera Rock, um projeto in?dito n?o apenas na hist?ria da banda quanto do rock brasileiro. Tendo no radar refer?ncias importantes do g?nero, como Tommy (do The Who) e The Wall (do Pink Floyd), os Tit?s decidiram criar sua pr?pria hist?ria relatada ao longo de 25 can??es in?ditas e em tr?s atos. “H? uns 3 anos, essa ideia come?ou a fazer sentido, contar uma hist?ria com can??es, porque basicamente esse ? o sentido de fazer uma ?pera rock ou um musical. Ent?o, a gente at? procurou inspira??o em todos esses formatos, esses musicais brasileiros, aqueles da Broadway, e as ?peras rock s?o, ?bvio, as maiores refer?ncias”, diz S?rgio.
    “N?o teve uma ?nica fonte de inspira??o, e a gente achou que contar uma hist?ria com can??es ia abrir muito o nosso leque como compositores. A gente ia poder falar de assuntos diferentes, poder falar atrav?s de personagens, que ? uma coisa que a gente nunca fez ou raramente fez. Musicalmente tamb?m pudemos experimentar coisas com orquestra, com piano, m?sicas mais pesadas, mais clim?ticas, como se fosse trilha sonora de um filme.”
    Ao que Branco emenda: “E a gente tinha essas refer?ncias e a vontade de fazer uma coisa que n?o fosse simplesmente mais um ?lbum ou lan?ar um EP, um single, como se est? fazendo mais hoje em dia, que ? legal tamb?m. Mas, depois do Nheengatu (2014), que ? um disco conceitual, j? falava de viol?ncia contra mulher, racismo, drogas, pedofilia, achamos que, neste trabalho, a gente podia se aprofundar e fazer uma coisa mais radical, que fosse um desafio maior, pensando nessas refer?ncias”, explica ele.
    “Mas a gente n?o esperava que isso tivesse um desdobramento t?o grande, intenso que teve a ponto de a gente come?ar do zero quase 3 anos atr?s, de chamar o Hugo Possolo e o Marcelo Rubens Paiva para a gente fazer o argumento juntos. Simultaneamente, a gente estava fazendo as m?sicas, mas sempre achando que far?amos uma ?pera rock mais cl?ssica. Acabou que fizemos uma coisa diferente de todos eles: a gente est? em cena, entraram tr?s atrizes/cantoras, isso n?o foi planejado, foi acontecendo durante o processo.” 

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8829-8351

    © 1984 - 2018 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus