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    03/10/2018 09h00 - Atualizado em 03/10/2018

    Passos inicia ?Fórum das Artes?

    Da Redação
    PASSOS – O Fórum da Comarca de Passos vai dar início na próxima quinta-feira, 4, às 18h, à exposição “Fórum das Artes”, trazendo para dentro do espaço que, aparentemente, é frio, a cultura de Passos e região. Essa é uma parceria do Poder Judiciário e da Prefeitura de Passos, por meio da secretaria de Cultura e Patrimônio e do projeto Chronos. A abertura irá trazer, ainda, a contação de história do artista Emanuel Arcanjo.
    De acordo com o diretor do fórum, o juiz Ademir Bernardes de Araújo Filho, ele procurou a Secretaria de Cultura, que abraçou a ideia. “Esse será um piloto, nesse início, para tentarmos ter um calendário mais efetivo, a partir do ano que vem”, disse o juiz.
    Com um dos maiores e mais complexos prédios da Justiça de Minas Gerais, o juiz disse acreditar que toda a estrutura física pode ser utilizada no sentido de dar outros olhares para questões locais e regionais.
    “Costumo dizer que hospital e fórum são ambientes que, normalmente, as pessoas só vão para trabalhar ou para questões não muito satisfatórias. As estruturas costumam ser frias. O hospital cuida do corpo e o fórum cuida de almas, porque é aqui onde você entrega o patrimônio, a liberdade. Então, a pessoa vem meio amedrontada. E percebo que a arte é o melhor meio de se ter esse acolhimento da pessoa”, salientou Araújo Filho.
    A primeira mostra será feita como uma exposição histórica sobre a cidade, com o tema “Damas, Jagunços e Coronéis – Sob o Olhar do Senhor Bom Jesus dos Passos”. Essa apresentação está sendo elaborada em parceria com o secretário de Cultura e Patrimônio, Carlos Jorge Ribeiro, o Caju, dos representantes do Projeto Chronos, Matheus Baltazar, Yasmin Rocha e Fábio Paz.
    Em reunião no fórum, o juiz Araújo Filho informou à reportagem que, posteriormente, serão feitas exposições artísticas nos corredores do prédio, algo que faça a pessoa pensar, que tenha um momento particular com obras de arte.
    Conforme Matheus Baltazar, que é professor de História, a ideia do juiz de trazer certa humanização ao prédio do fórum de Passos é muito interessante. “É salutar trabalhar essa questão do resgate histórico de Passos, porque um povo sem história é um povo sem cultura. A ideia inicial é que as pessoas conheçam um pouco da sua história, da importância dessa questão jurídica na história desse município, por meio de fotos, objetos, apresentação teatral”, disse o professor.
    Essa primeira exposição vai ficar de 4 a 18 de outubro durante o horário de expediente do fórum de Passos, que é das 8h às 17h, na avenida Arlindo Figueiredo, 1.146, no bairro São Francisco. Voltada, principalmente, ao usuário do fórum, nada impede que qualquer pessoa da cidade possa conferir, bastando levar um documento de identidade, pois, para entrar no prédio, é feita uma credencial.
    Ainda conforme explicou o juiz, a apresentação do contador de história Emanuel Arcanjo sobre Passos pode ganhar outra roupagem e fazer apresentação nas escolas de Passos. “Temos muitas possibilidades, como apresentação da Banda do 12º Batalhão da Polícia Militar de Passos, o coral dos Pequenos Cantores de Passos, enfim, são várias parcerias que podem surgir”, disse Araújo Filho.
    Questionado sobre o custo do evento, o juiz explicou que, neste início, o projeto está sem custo, uma vez que a estrutura já existe. “Na hora que ultrapassar essa fase do piloto e vermos que deu certo, vamos buscar formas de captar, encaminhar um projeto para o Tribunal de Justiça. Mas, primeiro, vamos dar início a esse piloto, para sentir se a recepção está sendo boa”, afirmou.
     
    Matança
    De acordo com o professor de História Matheus Baltazar, a história da matança do fórum é uma das mais conhecidas da comunidade. “Mesmo tendo sido uma tragédia, a história tem um enredo bonito, se você parar para admirar. São pessoas que viviam aqui e, dentro dessa história, você conta as vivências dessas pessoas. Vai contar a vida da mulher do coronel, algumas mulheres que tinham um emponderamento muito grande pela época, como a Dona Liquinha Silveira, que era fazendeira. A própria figura do coronel. E, quando escutam esse nome, várias pessoas se estremecem.  Alguns coronéis têm histórias interessantes. Neca Medeiros, por exemplo, quando foi prefeito dessa cidade, abriu escolas, porque achava importante o ensino. A  figura dos jagunços, o enfoque político. Mostrar que essa história remonta a trajetória da sociedade. E trazer outras coisas que a cidade tem, pessoas que deram um pontapé na história na arte. Estamos tentando trazer um resgate nas peças teatrais que foram importantes, por exemplo o “Pato e Peru”, que remonta a  matança do fórum. Teve outras peças, contando coisas da cidade, como o surgimento da cooperativa, a própria construção da Prefeitura, que eles derrubaram a igreja do Rosário para construir a Prefeitura. Uma história interessante foi quando derrubaram a  igreja de Santo Antônio, porque ela não caiu no mesmo dia”, afirmou o historiador.

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