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    02/10/2018 10h48 - Atualizado em 02/10/2018

    Música perde Angela Maria e Charles Aznavour

    Angela Maria, a rainha do rádio, que estava internada desde o fim de agosto, foi enterrada sob cantos e aplausos em São Paulo. Na França, também morreu o cantor Charles Aznavour, aos 94 anos

    A cantora Angela Maria reencontrou seu “marido musical”. A cantora, que morreu na noite deste sábado, 29, aos 89 anos, foi enterrada ao lado do também cantor Cauby Peixoto, que partiu dois anos antes, em 2016. A informação foi dada pelo marido dela, Daniel D’Angelo. E ontem de manhã foi divulgada a notícia da morte de Charles Aznavour. Ele compôs mais de mil músicas, gravou mais de 100 álbuns, vendeu 200 milhões de discos.
     O velório da cantora brasileira teve início por volta das 10h de domingo, 30, e o enterro, realizado às 16h20, no Cemitério Congonhas. O enterro ocorreu sob cantos e palmas para a rainha do rádio. Vários artistas lamentaram a morte de Angela Maria e prestaram homenagens à cantora.
    De acordo com informações da unidade do Itaim Bibi do Hospital Sancta Maggiore, onde a artista estava internada desde o final de agosto por causa de uma infecção generalizada, ela não resistiu a uma parada cardíaca.
    Conta D’Angelo que, em 25 de agosto, Angela teve um mal-estar e ele tentou levá-la ao hospital, algo que foi recusado pela cantora, de pronto. Acabou convencida a ir. Lá se constatou que ela tinha uma infecção abdominal que cresceu, tomou conta dos outros órgãos. Por fim, teve ainda dois AVCs. Ao todo, foram 34 dias no hospital.

    A trajetória da rainha do rádio
    Nascida em Conceição de Macabu, no Rio de Janeiro, Abelim Maria da Cunha assumiu o nome artístico de Angela Maria e começou a carreira de cantora aos 19 anos, em 1947. Gravou dezenas de sucessos e ganhou o título de “Rainha do Rádio”, graças a eleição na edição de 1954 do tradicional concurso criado pela Associação Brasileira de Rádio. A intérprete se notabilizou como uma representante do gênero samba-canção, que surgiu no Brasil nos anos 1930.
    O último álbum de estúdio da artista foi “Angela Maria e as Canções de Roberto & Erasmo”, lançado em 2017, pela gravadora Biscoito Fino. Ao longo da carreira, a cantora promoveu parcerias com Roberto Carlos, Gal Costa, Caetano Veloso, Agnaldo Timóteo, Alcione, Cauby Peixoto, Fafá de Belém, Ney Matogrosso, entre outros. Foi candidata a vereadora da cidade de São Paulo na eleição municipal de 2012, pelo PTB, mas não se elegeu.
    O jornalista Rodrigo Faour lançou em 2015 um livro biográfico da cantora, intitulado “Angela Maria: A Eterna Cantora do Brasil”, do Grupo Editoral Record. A obra retrata os anos de dificuldade financeira que Angela Maria passou com a família durante a infância dela e a dificuldade de vencer a resistência dos pais à carreira de cantora. A biografia também relata como a artista, que chegou a ter o maior salário do Rádio nos 1950, conseguiu se manter relevante nas décadas seguintes, apesar dos modismos musicais de cada época.

    Charles Aznavour
    O cantor francês Charles Aznavour tem números superlativos em sua carreira. Ele compôs mais de mil músicas, gravou mais de 100 álbuns, vendeu 200 milhões de discos. E fez mais de 60 filmes. Chamado de Frank Sinatra da França, o artista de ascendência armênia nasceu numa família de artistas, em 22 de maio de 1924. Aos 9, já estava atuando, no palco. Chamava-se, então, Shanour Vaginagh Aznavourian. Tinha uma bela voz, mas talvez não se tivesse tornado mito sem a ajuda de uma madrinha.
    Na verdade, de uma amante. A lendária Edith Piaf ouviu-o cantar, sentiu-se arrebatada por sua virilidade e o integrou ao seu show, levando-o em turnê pela França, até os EUA. Terá sido a influência de Piaf? Rebatizado Charles Aznavour, tornou-se o cantor e compositor do amor. Poliglota, cantou – e compôs – os próprios sucessos em várias línguas. Que c’Est Triste Venise, ou Com’è Triste Venezia, How Sad Venice Can Be. Elle/She. E muitas outras.
     

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