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    19/09/2018 07h49 - Atualizado em 19/09/2018

    Da sala de aula à de concertos

    sete mil alunos de escolas de nove macrorregiões do estado dão seus primeiros passos na música clássica

    Ir a uma apresentação de uma grande orquestra em uma sala especialmente projetada para concertos sinfônicos tornou-se uma realidade para 7 mil alunos dos quatro cantos do estado. Tudo aconteceu nos dias 3, 4 e 5 de setembro, na Sala Minas Gerais, casa da Orquestra Filarmônica. Foram cinco concertos seguidos, com 150 escolas e instituições da Região Metropolitana de Belo Horizonte e de Passos, São Sebastião do Paraíso, Jacuí, Alfenas, Almenara, Angelândia, Antônio Carlos, Araçuaí, Arcos, Barbacena, Belo Vale, Bonfim, Buenópolis, Campina Verde, Carangola, Caratinga, Carmo da Cachoeira, Coluna, Conceição da Aparecida, Coronel Fabriciano, Cruzília, Espinosa, Francisco Sá, Governador Valadares, Guidoval, Indianópolis, Ipatinga, Itabira, Itajubá, Itaobim, Itaúna, Ituiutaba, Janaúba, Januária, Jenipapo de Minas, Juiz de Fora, Lavras, Leopoldina, Manhuaçu, Miraí, Monte Carmelo, Montes Claros, Ouro Preto, Paracatu, Paraguaçu, Patrocínio, Paula Cândido, Piranga, Pirapora, Poço Fundo, Ponte Nova, Sabinópolis, Santa Maria de Itabira, Santa Rita do Sapucaí, Santos Dumont, São Domingos do Prata, São Francisco, Sete Lagoas, Timóteo, Ubá, Uberaba, Uberlândia, Unaí, Várzea da Palma e Viçosa.
     Tudo começou na sala de aula, onde monitores de música, ao vivo ou por videoconferência, desvendaram para professores e alunos eventuais mistérios sobre música clássica. O passo seguinte foi vivenciar os Concertos Didáticos da Orquestra Filarmônica. Do total de participantes, 3.200 estudantes vieram do interior por meio do projeto “Diálogos com a Capital”, que os convida a sair da escola, observar os problemas, desafios e potencialidades de suas cidades.
    De acordo com a Coordenadora de Educação Integral e Integrada da Secretaria de Estado de Educação, Cecília Resende Alves, “hoje a educação discute os projetos de vida da juventude. Mas, um projeto não se estabelece sem experimentações que deem oportunidade para esses estudantes pensarem grande. E os Concertos Didáticos permitiram que os jovens pudessem ver e saborear algo que as cidades onde eles vivem normalmente não oferecem. Acredito que a música é arte que inspira e que certamente dará bons frutos no futuro desse alunos”, afirma.
    A professora Ivonete Ferreira e os jovens da Escola Estadual Betânia Tolentino Silveira enfrentaram 12 horas de viagem de Espinosa, município do norte de Minas, até Belo Horizonte. Mas, garantiram que o esforço valeu a pena. “Meus alunos ficaram eufóricos com a viagem e a visita à Sala Minas Gerais. Como eles passaram por uma preparação na escola, esse momento foi como uma aula prática, que deixou todos boquiabertos”, conta. Para Wilian Nunes, um dos alunos de Ivonete, participar dos Concertos Didáticos foi a realização de um sonho. “Sempre tive vontade de assistir a um concerto e, como toco flauta, tenho, ainda, o sonho de participar de uma orquestra. Nunca tinha visto e nem ouvido nada igual”, exclama o jovem de 15 anos.
    Sob regência do maestro Marcos Arakaki, o programa dos concertos contou com as obras O Moldávia, de Smetana; Sonho de uma noite de verão, op. 61: Marcha Nupcial, de Mendelssohn; Série Brasileira: Batuque, de Nepomuceno; e Guilherme Tell: Abertura, de Rossini. Apesar da maioria dos jovens nunca terem estado em um concerto antes, muitos ficaram surpresos ao reconhecer alguns trechos das músicas apresentadas. Foi o caso da aluna Mariana Simões, da Escola Estadual Professor Botelho Reis, de Leopoldina, que ficou de ouvidos e olhos atentos durante toda a apresentação: “reconheci pelo menos duas obras”, comenta. Ela diz que já tem o hábito de ouvir música orquestral, principalmente enquanto lê e antes de dormir. “A música é parte da minha vida e posso dizer que esse foi o melhor passeio que já fiz até hoje”, comemora Mariana.

    Apresentação em Passos
    Em meio aos estudantes que participaram dos Concertos Didáticos de 2018, Hugo Maia, da Escola Estadual Professora Júlia Kubitschek, de Passos, foi um dos poucos que pôde orgulhar-se de ter assistido à Filarmônica de Minas Gerais pela segunda vez. Isso porque, em junho deste ano, a Orquestra realizou uma turnê a Passos e ele teve a oportunidade de acompanhar a apresentação.
    “O concerto na minha cidade foi muito legal, principalmente porque é um tipo de atração que não temos por lá. Mas, estar na Sala Minas Gerais fez toda diferença”. A turma de Hugo foi acompanhada pelo diretor da escola, o professor Itamar José de Oliveira Junior, que conta: “Há um mês nós já sonhávamos com esse momento. Agora, é repassar para os colegas que não puderam vir”, comenta.

    Parcerias
    Com a edição de 2018 dos Concertos Didáticos, a Orquestra Filarmônica colaborou para os primeiros passos na música clássica de 49 mil estudantes. “É algo de enormes proporções. Os Didáticos fazem parte da nossa programação há 10 anos e constituem uma iniciativa importante dentro de nosso compromisso de ampliar o acesso e difundir o repertório sinfônico brasileiro e universal”, afirma Diomar Silveira, diretor presidente do Instituto Cultural Filarmônica, organização da sociedade civil responsável pela administração da Orquestra.
    Para a sua realização, em 2018 os Concertos Didáticos contaram com as parcerias do Ministério da Cultura, Banco Votorantim e Cbmm como apresentadores, o apoio cultural do Instituto Unimed-BH, bem como de pessoas físicas que doam parte de seu imposto de renda diretamente para o programa Amigos da Filarmônica. Além dos recursos financeiros, houve muito trabalho colaborativo entre a Filarmônica, a Escola de Música da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e a própria Secretaria de Estado da Educação.
    “Todos nós, na Filarmônica, realmente acreditamos no poder transformador da música. Por isso, nesse momento, nossa sensação é de alegria, pois estamos seguros de ter plantado uma sementinha que vai germinar no interesse dos estudantes pelo repertório clássico”, diz o maestro Marcos Arakaki.

    Plataforma educacional
    A plataforma educacional da Filarmônica abrange diferentes segmentos: Concertos Didáticos (para estudantes do ensino fundamental e médio), Concertos para a Juventude (para a escuta da música clássica em família), Concertos Comentados (palestras para o público dos concertos de série), Festival Tinta Fresca (para novos compositores brasileiros), Laboratório de Regência (para jovens regentes) e Concertos de Câmara (para todas as idades, com vistas à aproximação das pessoas da diversidade de timbres existentes em uma orquestra).
    Além da experiência presencial em salas de concerto, professores, alunos e público em geral têm, por meio do site da Orquestra, que conta com ferramentas de acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva e visual (www.filarmonica.art.br), acesso a textos sobre obras e compositores, sons, características e curiosidades sobre os instrumentos de orquestra, livros de introdução ao universo orquestral dirigidos a crianças, adolescentes e adultos, bem como vídeos sobre preparação de um concerto e especificidades dos repertórios. 

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