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    14/09/2018 10h19 - Atualizado em 14/09/2018

    Justiça manda governo devolver 323 carros da GM

    Da Redação
    BELO HORIZONTE - A montadora General Motors obteve uma decisão em caráter liminar na 6ª Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte, que determina que o Governo de Minas Gerais devolva 323 veículos adquiridos em licitação cujo contrato de R$24 milhões não foi pago.
    A ação judicial foi uma forma que a companhia encontrou de não cair nas dívidas que serão pagas por precatórios, o que pode significar cerca de uma década de espera para receber, em meio ao caos financeiro vivido pelo governo mineiro.
    Os carros do modelo Spin são veículos de passeio e eram usados para transporte de servidores e cidadãos. Os veículos foram entregues pouco antes do início da campanha do governador Fernando Pimentel (PT) à reeleição. A montadora entregou os veículos entre os meses de maio e abril de 2018. A renovação da frota estadual está sendo tema de propagandas de rádio e TV do candidato. Ainda de acordo com essa mesmas fontes, outras montadoras também estariam com dificuldade para receber os valores previstos em contrato.
    Procurada na quarta-feira, 12, à noite, a assessoria de imprensa da administração estadual disse que a reportagem não lhe deu tempo suficiente para apurar as informações solicitadas. A GM não respondeu os contatos.
    Por trás do raciocínio da GM, disse uma das fontes, estaria a tentativa de evitar um prejuízo maior, uma vez que atualmente o governo de Minas estaria agora pagando precatórios referentes a 2007. Apesar de a perspectiva de receber carros já rodados não ser a melhor solução para a companhia, a intenção seria vender os veículos o mais rapidamente possível para minimizar os prejuízos.
    A decisão em caráter liminar veio cerca de duas semanas depois de a GM ingressar com o processo na Justiça. Como a sentença é de primeira instância, cabe recurso ao governo.
     
    Cunho eleitoreiro
    O advogado-geral do Estado, Onofre Alves Batista, informou, ontem, que uma ordem de pagamento da dívida de R$24 milhões já havia sido feita na quarta-feira e que uma parcela, no valor de R$9,2 milhões, foi quitada nesta quinta.
    “Não devemos recorrer (da decisão) porque a ordem de pagamento já tinha sido feita. Hoje (quinta-feira) já tinha sido feito o pagamento de nove milhões”, observou Onofre Batista, que enviou uma cópia do recibo da parcela paga.
    O advogado-geral do Estado estranhou a decisão da Justiça. “Esta questão é estapafúrdia. Onde já se viu de repente pegar de volta, por um atraso de pagamento, um bem já tornado público. Ainda bem que não é prótese dentária, se não tinha tomado dentadura do nosso cidadão”, disse.
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