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    21/06/2018 11h57 - Atualizado em 21/06/2018

    Reagindo à crise

    ?Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!?

    Washington L. Tomé de Sousa - Especial para a Folha

    Ruy Barbosa, este notável brasileiro que viveu entre a última metade do século 19 e o princípio do século 20, e que se destacou como jurista, político, diplomata, escritor, intelectual, dentre outras qualidades, legou-nos a máxima supra, de uso universal, mas que também se apresenta como desafio aos nossos homens públicos.
    Considerando o estado falimentar em que se encontram União, estados e municípios brasileiros, e Passos não foge à regra (recursos financeiros escassos, arrecadação em queda, demanda crescente nas áreas de manutenção e investimento na infraestrutura urbana, da saúde, da educação, encargos financeiros diversos e inúmeros outros compromissos a serem saldados...), o papel do administrador que se encontra à frente do poder executivo e de sua equipe de colaboradores se acentua, como aqueles que têm o dever de apresentar soluções em meio à crise. E isso envolve, também, os vereadores e deputados eleitos com o nosso voto. Não basta ser honesto, não roubar... mas nada fazer ou realizar apenas o ordinário. Para momentos extraordinários, como o que vivemos, exige-se atuação extraordinária. Saídas hão de ser encontradas. Respostas têm que ser dadas.
    Dentre tantos, destaco aqui um pequeno problema que já se arrasta há anos, e que ilustra bem a inação e falta de atenção dos administradores e políticos de Passos, o do Distrito Industrial II, à margem da rodovia MG 050, e do seu trevo de acesso. Para tanto, reproduzo aqui texto do articulista Alberto Calixto Mattar Filho: “... Quem em Passos vive ou percorre a MG 050 com habitualidade sabe que ali, na entrada do nosso principal espaço de atração de grandes empresas, reside uma situação absolutamente vexatória e que padece da inércia de muitos anos... Nada pode justificar desleixo tão grave e longo como o que se verifica facilmente em relação ao trevo de acesso ao primeiro e mais importante distrito industrial do município.” (‘Dos nossos vexames’ – coluna Opinião, Folha da Manhã, 07/06/2018).
    Como já disse Carville, marqueteiro de Bill Clinton, em frase que marcou a campanha presidencial vitoriosa sobre George Bush, nos Estados Unidos, em 1992: “É a economia, estúpido!” E a economia fez a diferença naquelas eleições. E ainda faz. As empresas instaladas na nossa cidade empregam, arrecadam impostos, giram a economia, melhoram o nível de vida da população e geram recursos para os cofres públicos. Merecem mais atenção dos políticos e da administração municipal. Esse caso - ou seria descaso? - do distrito industrial é apenas um de muitos, que, com atitude proativa da atual gestão e dos nossos representantes na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, exigem solução.
    Passos merece respeito. É hoje o quarto município mais populoso da Mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas e o 26º do estado, A sua microrregião abrange 14 municípios, com população estimada em 241.004 habitantes (previsão do IBGE para 2016).
    Em expansão imobiliária constante, seu perímetro urbano já ultrapassou, em muito, o limite da MG 050 e se espraia em outras direções. Sua economia vem se diversificando. Do tradicional agronegócio (uma das maiores bacias leiteiras do estado e produtor de laticínios, açúcar e grãos), passando pela forte e representativa indústria confeccionista, e firmando-se, mais recentemente, como polo moveleiro (móveis rústicos) e de serviços.
    Centro regional médico e hospitalar, contando, inclusive, com o Hospital Regional do Câncer. Duas faculdades de medicina. Na educação, além dos já mencionados cursos, conta com vasta rede de ensino de qualidade, em todos os graus, com instituições em nível municipal, estadual e federal, estas duas últimas representadas pela Uemg (a maior unidade) e IF Sul de Minas.
    Dispõe de boa rede hoteleira que, com o ‘boom’ do ecoturismo, tem deixado os hotéis e pousadas lotados em fins de semana e feriados prolongados (a cidade é um dos principais portais da Serra da Canastra e do paradisíaco Lago de Furnas, além de estar à margem esquerda do Rio Grande).
    Aliado a todos estes fatores, está o de localizar-se o município em posição geográfica privilegiada logisticamente, sendo ponto de convergência e de interseção de várias rodovias, facilitando o acesso a diversas regiões de Minas e do país (MG 050; BR 146; MG 837; MG 446; MG 344). Além do fácil acesso por via terrestre, o município conta com aeroporto com voos regionais regulares e homologado para operar também à noite. Tudo isso cria condições para a instalação em Passos e região de novos empreendimentos e viabiliza a expansão do turismo, gerando riqueza para todos.
    Diante da escassez de recursos financeiros e da necessidade de se apresentarem soluções para as demandas da cidade e de seus cidadãos, urge a realização de um fórum de desenvolvimento econômico e social, com a participação de todos os setores representativos da comunidade (empresarial, político e social), de onde, certamente, surgirão ideias e respostas adequadas para os problemas que enfrentamos, se não para todos, ao menos para o que for factível. Fica aqui lançado o desafio às nossas lideranças.
    P.S.: Atendendo a pedidos: até a presente data, o Banco do Brasil ainda não se dignou a informar aos seus clientes quando se dará a reabertura de sua agência em Passos, após as explosões ocorridas em abril último. Desatenção e inércia? 

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