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    07/02/2018 10h07 - Atualizado em 07/02/2018

    Os novíssimos baianos

    O grande candidato ao hit do carnaval de Salvador deste ano é uma mistura do tradicional pagodão baiano com técnicas eletrônicas: Elas Gostam (Popa da Bunda), do grupo Attooxxa, com participação de Psirico. A banda é do produtor Rafa Dias, expoente de um grupo contemporâneo de músicos, artistas, MCs e produtores vivamente criativos da Bahia.
     Músicos e produtores de Salvador com quem a reportagem falou nos últimos dias evitam usar a palavra “cena”, porque como em qualquer momento como esse não há um arranjo orgânico, mas é impossível não notar a grande quantidade de nomes fazendo música alternativa de qualidade com sotaque baiano.
     Frutos de um trabalho que envolve muita gente e já ocorre há mais de dez anos, com a proliferação natural da internet e a diversa qualidade musical dos projetos, eles aos poucos rompem o underground soteropolitano para ganhar as casas de shows e praças dos outros grandes centros urbanos do Brasil.
     Dois elementos parecem reunir nomes diversos desse espectro musical que resiste a definições tradicionais de gêneros musicais: música eletrônica e cultura periférica de Salvador.
     O BaianaSystem é o nome citado por todos como uma espécie de farol (mas não necessariamente pioneiro): na estrada há cerca de 10 anos, o grupo consolidou sua estética para se firmar entre os melhores show do País.
     Mas eles são apenas a ponta do iceberg de uma movimentação que há pelo menos duas décadas existe no subterrâneo da cidade, mas que aos poucos ganha o Brasil, com as possibilidades de divulgação do século 21 e editais de patrocínio, governamentais e privados.
     O Attoxxa surgiu no início da década depois que o produtor Rafa Dias, de 27 anos, já vinha experimentando ao misturar música eletrônica com batidas percussivas regionais. “Muita gente vinha fazendo isso com o ghettotech, o kuduro, a cumbia eletrônica. Minha intenção era fazer o arrocha com dubstep, um projeto para pista, mas o tempo passou e o pagodão prevaleceu”, explica sobre o som da banda, praticamente indefinível, que busca lá fora referências que vão de Major Lazer a Buraka Som Sistema.
     “A indústria pesou demais na Bahia nos anos 2000, a galera meio que encaixotou os ritmos”, diz. “Mas sempre rolou o movimento de experimentação. Tinha menos público, a internet não tinha chegado, houve pouca comunicação.”
     O produtor Alex Pinto está nessa estrada também pelo menos desde 2007, com a Orquestra Rumpilezz, e foi produtor do BaianaSystem por períodos entre 2010 e 2017. “A fase da música mais industrial, o axé dos anos 1990, ficou muito na crista da onda.

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