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    15/12/2017 09h36 - Atualizado em 15/12/2017

    FATO CAPITAL Mentira não garante votação da Previdência

    Alex Capella
    Não teve jeito. O presidente da República, Michel Temer (PMDB), não conseguiu colocar para votar o projeto de reforma da Previdência em 2017.  Temer passou as últimas semanas fingindo ter votos suficientes para isso. Assegurou em encontros com empresários e foi à TV dizer que o Governo tinha condições de votar a reforma. Mas, na verdade, nunca teve. Os próprios partidos aliados não tinham segurança nos números. E o mercado também não acreditava nas contas dos políticos. Foi preciso o líder do Governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), informar a “verdade”. Sem votos suficientes, a tentativa de se aprovar a reforma ficará para depois do Carnaval no ano que vem.
     
    Chance de o Governo
    votar a reforma passou
    Com certo constrangimento, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi obrigado a confirmar o que Jucá havia antecipado. OU seja, que o Governo vai tentar colocar a reforma da Previdência em votação no plenário no dia 19 de fevereiro, a segunda-feira após o feriado de Carnaval. Para muitos deputados da própria base, a chance de o Governo votar a reforma passou. Os aliados de Temer defendiam um “tudo ou nada” nesses últimos dias antes do recesso parlamentar. Mas o Governo não quis apostar. Vai deixar as negociações para o ano eleitoral. A decisão foi difícil. O Governo resistiu em confirmar o adiamento da votação, mas a desmobilização dos partidos da base obrigou que ele reconhecesse o real cenário.
     
    Conta de mentiroso
    A inconfidência de Jucá encerrou um teatro encenado por muitos atores. Entre os vários atos, um dos piores foi protagonizado pelo PSDB. O partido anunciou o “fechamento de questão” a favor da reforma. Ao mesmo tempo, informou que ninguém seria punido se contrariasse a ordem. Ou seja: cada tucano estaria livre para votar como quiser. Na prática, o partido sabia que seus integrantes estavam divididos. A unidade, só na cabeça de Temer ou na sua propaganda. Agora, os próprios os líderes partidários precisarão trabalhar muitos suas bancadas para começarem a discutir a reforma em fevereiro, logo após o início do ano legislativo. O Governo espera ter os 308 votos já a partir do dia 5 e quer  chegar a 330 votos para aprovar a PEC. Os números são praticamente os mesmo que o Governo vinha trabalhando nas últimas semanas.
     
    Ganhou, mas não levou
    Escolhido para substituir o ministro Antonio Imbassahy (PSDB/BA), com a missão de conseguir reunir os votos favoráveis à reforma, o barulhento deputado Carlos Marun (PMDB/MS) assume a Secretaria de Governo com as negociações sobre a reforma adiadas.  O deputado vinha ensaiando um discurso para  a imprensa, dizendo que a Previdência seria “um Robin Hood às avessas”. Na sua visão, o Brasil não tem condições de continuar suportando o sistema previdenciário que é um sistema de distribuição de “rendas às avessas”.  Mas, pelo visto, o deputado terá de adiar a defesa de sua tese econômica para o ano que vem.
     
    Governo vai 
    flexibilizar texto
    Para ajudar o novo ministro na busca por votos, o Governo vai flexibilizar  novamente o texto para tentar votá-lo. Pela última proposta de reforma apresentada, não havia regra de transição e os servidores públicos teriam que se aposentar com 65 anos, mesma idade de todos os trabalhadores.  Agora, o Governo diz que os funcionários públicos que entraram antes de 2003, por terem direito a paridade e integralidade, não estão tendo uma regra de transição, e há uma reivindicação forte para que se coloque regra de transição. Os servidores públicos, que se tornaram os grandes vilões da Previdência, vinham fazendo grande pressão e acabaram sendo ouvidos.
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