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    14/11/2017 08h40 - Atualizado em 14/11/2017

    Autocuidado é fundamental para manutenção da saúde masculina

    BAIXA ADESÃO DOS HOMENS AOS SERVIÇOS DE SAÚDE TÊM LIGAÇÃO À MENOR EXPECTATIVA DE VIDA. ELES vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres

    De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, os homens vivem, em média, sete anos a menos que as mulheres. Mais sujeitos às doenças isquêmicas do coração, como o infarto do miocárdio e às doenças cardiovasculares, como o Acidente Vascular – AVC, ainda assim é limitada a procura do homem pela assistência em saúde, especialmente de forma preventiva. Estimular o autocuidado entre a população masculina é fundamental para que este público tenha mais qualidade de vida, saúde e bem- estar.
    Profissional da Unimed Sudoeste de Minas, o médico de família e comunidade Gabriel Wobeto acredita que as características do comportamento masculino têm relação com a baixa adesão dos homens aos serviços de saúde, mas também sofre influência de outros fatores.
    “ Além disso existe a crença de que o homem é mais forte e adoece menos na vida adulta. Outros fatores estão relacionados com os próprios serviços de saúde, dificuldade de agendamento da consulta fora do horário de trabalho e as filas de espera, por exemplo. O próprio Ministério da Saúde lançou uma Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem só em 2009, enquanto as políticas para a Saúde da Mulher e da Criança vêm desde a década de 70. Os homens que são habituais frequentadores dos serviços de saúde são os já portadores de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, ou em casos de doenças agudas, principalmente se a doença está afetando sua capacidade produtiva. Nas consultas de rotina, é nítida a influência da mulher e dos filhos na decisão de procurar o serviço. Em outros casos, são situações tipicamente masculinas como os relacionados com a impotência e a prevenção do câncer de próstata.”, acrescenta.
    Também profissional da cooperativa de trabalho médico, o psicólogo Dener Fraga Leite explica que existem fatores psicológicos e culturais ligados à menor atenção do homem com a própria saúde.
    “A psicologia analítica de Carl G. Jung explica que existem naturalmente princípios femininos ligados ao cuidado (anima) e princípios masculinos (animus), ligados à força física, por exemplo. Em nossa cultura ocidental, sempre fomos estimulados a desenvolver predominantemente um princípio e negligenciar o outro, sendo que todos eles nos auxiliam no desenvolvimento saudável. Portanto esta super valorização em detrimento de outra pode ser um dos fatores que leva o homem não entrar em contato com aspectos do cuidado, desfavorecendo o autocuidado e a prevenção. Felizmente isso está mudando. As novas vivências e configurações sociais promoveram e promovem um maior equilíbrio psíquico e social, abrindo um espaço para uma ressignificação, tanto para os homens quanto para as mulheres”.

     

    Mas afinal, o que é o autocuidado?
    O autocuidado é um conjunto de práticas realizadas pelas pessoas na busca de comportamentos positivos de saúde, como a prática regular de atividade física, bom sono, combate ao estresse, a alimentação saudável e o acompanhamento médico regular, por exemplo.
    Dener Fraga Leite faz uma analogia que permite entender melhor como esta prática se relaciona com a saúde. “Para exemplificar, podemos fazer uma comparação com automóvel, sendo o carro o corpo e o motorista a mente. Sabemos que fazer revisão periódica no carro ajuda manter a longevidade, qualidade e segurança do carro, esse mesmo princípio vale para a revisão do corpo, com consultas com o médico de referência. Além das revisões programadas, devemos ouvir os sinais/sintomas que o carro/corpo manifesta. Esses sinais/sintomas ajudam a identificar o que está disfuncional e que precisa de atenção, para possíveis intervenções. Lembrando que é apenas uma analogia que não abarca toda complexidade da saúde do homem”.
    Para o médico de família e comunidade, Gabriel Wobeto, os homens precisam estar atentos, principalmente, aos fatores de risco que favorecem o surgimento das doenças que mais acometem este público.
    “Os homens estão mais sujeitos aos fatores comportamentais que influenciam a saúde emocional e física, à violência, aos acidentes de trânsito e ao consumo excessivo de álcool e tabaco. Outros fatores são os relacionados às doenças cardiovasculares, como o infarto, hipertensão arterial, colesterol alto, diabetes, obesidade, que estão ligados ao sedentarismo, à alimentação inadequada e ao estresse”, finaliza.  

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