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    07/11/2017 08h46 - Atualizado em 07/11/2017

    Unimed promove Curso de Gestantes em que o planejamento familiar é um dos debates

    APESAR DO AVANÇO DA SOCIEDADE, o GERENCIAMENTO DOS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS CONTINUA SENDO UM COMPROMISSO QUASE EXCLUSIVAMENTE das mulheres

    Quando se pensa sobre os diversos assuntos relacionados à saúde masculina, uma pauta praticamente esquecida é a responsabilidade do homem no planejamento familiar e no autocuidado com a saúde sexual. Embora dados do Ministério da Saúde apontem um aumento no número de vasectomias, por exemplo, (de 7798 procedimentos em 2001 para 34144 em 2009,apenas considerando dados da rede pública), na maior parte das vezes, cabe à mulher o papel de escolher as técnicas de concepção e anticoncepção. Aliado a isto, a necessidade de se discutir a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis continua sendo um tabu nas conversas entre pais e filhos ou entre o casal, especialmente aqueles que vivem um relacionamento estável.
    A enfermeira Vanessa de Fátima Fernandes Rafael, profissional da Unimed Sudoeste de Minas, conta que em sua experiência profissional percebe a necessidade de maior debate sobre estes assuntos entre as famílias. Para ela, é preciso ampliar a abordagem para outras dimensões que contemplem a saúde sexual em diferentes momentos do ciclo de vida e também para promover o efetivo envolvimento e corresponsabilidade dos homens, pois o não uso de métodos contraceptivos na adolescência, pode trazer consequências muitas das vezes indesejáveis/ irreversíveis como uma gravidez não planejada e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s).
    “A atenção em planejamento familiar implica não só a oferta de métodos e técnicas para a concepção e a anticoncepção, mas também a oferta de informações e acompanhamento, num contexto de escolha livre e informada. Observa-se, no entanto, que as ações voltadas para a saúde sexual e a saúde reprodutiva, em sua maioria, têm sido focadas mais na saúde reprodutiva, tendo como alvo a mulher adulta, com poucas iniciativas para o envolvimento dos homens. E, mesmo nas ações direcionadas para as mulheres, predominam aquelas voltadas ao ciclo da gravidez, puerpério e à prevenção do câncer de colo de útero e de mama”, analisa a enfermeira.

     

    Decisão conjunta
    Escolher entre os diversos métodos contraceptivos existentes, deve ser uma decisão conjunta avaliada pelo casal e levando em consideração diversos fatores, como idade, números de filhos, compreensão e tolerância ao método, desejo de procriação futura e a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método.
    “Na orientação sobre os métodos anticoncepcionais deve ser destacada também a necessidade da dupla proteção (contracepção e prevenção às DST, especialmente HIV/AIDS), mostrando a importância dos métodos de barreira, como os preservativos masculinos ou femininos”, explica a enfermeira Vanessa.

     

    Situação de risco
    Além da própria questão contraceptiva, um dos objetivos de alguns métodos é evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. Porém, dados de uma pesquisa divulgada pela revista Saúde referente a um levantamento da empresa Gentis Panel são alarmantes. Em uma entrevista com mais de 2 mil pessoas de todas as regiões do Brasil em 2016, foi constatado que 52% dos brasileiros nunca ou raramente usam preservativos, 10% utilizam às vezes e só 37% se protegem sempre ou frequentemente.
    “Os homens são uma clientela que dificilmente procura os serviços de saúde para as questões de planejamento familiar, saúde reprodutiva e sexual. Estão deixando de usar preservativo, as justificativas mesclam entre a falta de preocupação, de informação e o descuido e por não perceber a vulnerabilidade, consequentemente há um aumento dos casos de DST’s, principalmente sífilis e HIV. Os que tem um relacionamento fixo deixam a prevenção de lado, entra a questão da confiança. É importante que ambos procurem assistência médica para a realização de exames que verifiquem possível contaminação por estas doenças ”.
    Para a enfermeira, a parceria entre as famílias e a escola é fundamental para reverter este quadro, especialmente entre os jovens. “A educação sexual começa no ambiente familiar, é importante que os pais instaurem uma relação de confiança e de diálogo com os filhos adequada a idade e desenvolvimento deles. Porém muitos pais não se sentem a vontade ou mesmo habilitados para falar sobre isso, então caberá a escola essa tarefa, promovendo ações criativas, programas educacionais e motivacionais em saúde reprodutiva e sexual com a finalidade de contribuir para uma participação mais efetiva e responsável do homem no planejamento familiar e no cuidado com a saúde sexual”, finaliza. 

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