• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8859-0028

    Passos
    ESCOLHA UMA CIDADE

    Passos

    18º MIN 28º MÁX
    MOEDA
    Dólar Euro Peso Libra Bitcoin
    COMPRA
    R$ 3,23 R$ 3,86 R$ 0,19 R$ 4,31 R$ 29.250,00
    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    06/10/2017 18h00 - Atualizado em 06/10/2017

    Denis Villeneuve honrou clássicos

    a Los Angeles obscura, noir e chuvosa do primeiro longa é substituída por um mundo mais colorido e amplo, mesmo que as cores sejam inspiradas na aridez de um futuro distópico

    Helder Maldonado - Especial para a Folha

    Toda sequência ou remake é recebida com certa desconfinaça por fãs do filme original. E na maioria das vezes com razão. Em busca de atualizar filmes clássicos através de tecnologia e super produções, os estúdios costumam entregar produtos de qualidade duvidosa em prol da garantia de uma bilheteria que não deixe rombos no investimento. Ou seja: arriscar está fora de cogitação.
    Felizmente, não foi esse o caminho seguido pelo diretor Denis Villeneuve em Blade Runner 2049, que estreou em 5 de outubro no Brasil. O longa, que dá uma sequência ao clássico cult de 1982, respeita a estética do filme baseado no livro Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?, de Philip K. Dick. Mas vai além: utiliza todos os recursos técnicos inexistentes há três décadas como apoio ao roteiro de Hampton Fancher e Michael Green.
    Dessa maneira, a Los Angeles obscura, noir, chuvosa e claustrofóbica do primeiro longa é substituída por um mundo mais colorido e amplo, mesmo que a paleta de cores seja inspirada na aridez de um futuro distópico abalado pela destruição e abandono do pós guerra em cidades como Las Vegas e San Diego.
    O respeito à obra dirigida por Ridley Scott (que aqui atua como produtor) também é inserido nessa continuação. Apesar de ser um filme de ficção científica, Blade Runner 2049 flerta o tempo inteiro com outro gênero: ação. Mas nesse caso, ele não foca nas explosões sequenciais e cenas de tirar o fôlego e causar epilepsia com cortes a cada cinco segundos, tão comuns em filmes como Velozes e Furiosos ou Mercenários.
    Em Blade Runner, as cenas são mais climáticas, densas e lentas, com planos que duram bastante e induzem a reflexões filosóficas e existenciais. Afinal, a intenção do roteiro que mostra o dilema de ser um replicante (espécie de andróide humanizado e produzido para fins específicos) atinge K, personagem de Ryan Gosling, do início ao fim.
    Caçador de modelos antigos fabricados pela Tyrrel — empresa que faliu nessa continuação —, ele descobre um segredo que o faz questionar o próprio papel dentro da sociedade e buscar respostas para dúvidas pessoais.
    Com presença constante na tela nas quase 3 horas de filme, Gosling foi a escolha perfeita para um papel que exige pouca expressividade. Mesmo sendo um dos atores mais requisitados do momento, fica claro que ele não é versátil e nem tem tantos recursos cênicos como Jared Leto, que em Blade Runner interpreta o antagonista Niander Wallace.
    O vilão é dono da empresa responsável por fabricar os novos replicantes. Cego, ele utiliza de recuros tecnológicos para enxergar em momentos específicos do longa.
    Apesar de alardear que viveu como um deficiente visual para encarar esse papel, ao assistir o filme nota-se que o fanfarrão Jared Leto pode ter exagerado um pouco. Ou muito. Afinal, apesar de ser um personagem chave, ele aparece apenas em duas cenas curtas durante o longa.

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8859-0028

    © 1984 - 2017 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus