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    02/10/2017 08h23 - Atualizado em 02/10/2017

    Casa em formato de caixa tem cobogós e luz natural

    imóvel com 123 m² foi erguido em um só bloco com sistema Steel Frame. Com vista livre, ela exibe espaços com bastante luz natural e ventilação cruzada

    Roberto Abolafio Junior - Especial para a Folha

    Razão e funcionalidade estão na essência dessa construção térrea de 123 m², erguida em um terreno com pouco mais de 2 mil m², numa esquina em um condomínio do Lago Sul, em Brasília, no Distrito Federal. Além do posicionamento do sol, a vista livre e o terreno alto em relação à rua – inclinado em 20% – foram importantes para definir as características do projeto assinado pelo escritório 1:1 arquitetura:design para um casal com filho. “Fizemos a casa com o sistema Steel Frame sobre uma laje suspensa, que é fixada no terreno por meio de pilares apoiados de acordo com sua inclinação natural”, explica o arquiteto Eduardo Sáinz, sócio da arquiteta Lilian Glayna.
    Steel Frame é um sistema construtivo que usa quadros de aço leve para compor estruturas em forma de gaiola. Elas se apoiam no chão, compondo as paredes e o teto de um edifício, assim como vigas e outras estruturas. A maior rapidez construtiva foi determinante para a escolha desse sistema: a casa levou dois meses para ser fabricada e um mês para ser montada.
    Revestida externamente com massa texturizada e pigmentada com aspecto de aço corten, a construção é uma caixa retangular que explora bastante a horizontalidade. Em sua fachada nascente, há panos de vidro que deixam o exterior visível e podem deslizar, tornando a casa aberta. A ventilação cruzada se dá graças ao emprego desses mesmos vidros deslizantes no lado oposto. “Só que na fachada poente foram empregados cobogós com desenhos triangulares, sobrepondo as portas de vidro. Eles criam efeito e resguardam o interior da casa”, explica o arquiteto. No exterior, paredes soltas dos dois lados, cortando a construção na altura dos quartos, têm a mesma finalidade.
    Na garagem para dois carros da construção monobloco, a área de serviço fica escondida dentro de um armário telado e vazado. Quem entra pela porta dá em um grande salão, passando pela sala de estar, seguida pela de jantar, com uma mesa revestida de porcelanato, junto à cozinha aberta. Atrás desta, fica o banheiro, que também faz as vezes de lavabo, já que oculta o boxe com vidro preto. À esquerda, um corredor leva ao quarto do casal e, à direita, outro, ao quarto do garoto. “Em nome da uniformidade, todo o piso interno é de cimento queimado”, conta Eduardo, para quem a casa ficou bem-proporcionada. Vale lembrar que nos dois dormitórios as paredes também receberam cobogós e aquele sistema de vidros. É mais um fator que deixa o projeto, marcado por soluções simples e elegantes, bastante luminoso – daí ter sido batizado de “Casa Clara”.

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