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    17/07/2017 08h10 - Atualizado em 17/07/2017

    Fato Capital: Radicalismo de Bolsonaro o coloca à frente de Lula

    Alex Capella

    Radicalismo de Bolsonaro o coloca à frente
     O desejo do eleitor é o de mudança para 2018. Nem que para isso ele opte pela opção mais drástica desde a redemocratização brasileira. Conforme pesquisa estimulada do DataPoder, divulgada ontem, o pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSC) já lidera a corrida pela Presidência. Hoje, ele tem 21% das intenções de voto. O resultado, em função da margem de erro, é considerado um empate técnico com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 26% das intenções de voto. Importante ressaltar que a pesquisa foi realizada antes da condenação do petista pelo juiz Sérgio Moro. Em terceiro lugar, aparece Geraldo Alckmin (PSDB), com 10%. Marina Silva (Rede) surge em seguida, com 6%, e Ciro Gomes (PDT) logo atrás, com 5%.

    Discurso atende desejo do eleitor
     O levantamento, que contempla 2.100 entrevistas em mais de 200 cidades brasileiras, mostra alguns movimentos dos pré-candidatos. A subida de Bolsonaro deve-se às críticas mais agudas ao presidente Michel Temer (PMDB), ao fato de o PSDB titubear em desembarcar do governo e, evidentemente, ao fato de Lula não conseguir se descolar das denúncias que pesam sobre ele. Entre as perguntas contidas na pesquisa estava a seguinte pergunta: “Pensando na eleição do ano que vem, seu sentimento é mais de continuidade ou de mudança?”. A maioria esmagadora, 81%, manifestou-se pela mudança. O problema é que esse movimento de mudança vem encontrando eco na candidatura de um legítimo viúvo da ditadura, enclausurado em um discurso moralista, advogando uma defesa irredutível dos “bons costumes” da moral conservadora.

    Rejeição aos tradicionais
    E esse sentimento de mudança também impacta nos partidos tradicionais. A pesquisa mostra que o eleitor não está disposto a votar em candidatos do PSDB e do PT. A rejeição aos tucanos chega a 51%. Candidatos do PT são rejeitados por 56% dos entrevistados. As grandes legendas como PT, PSDB, PMDB e PP não têm como fugir disso. Precisam carregar suas marcas e suas lideranças, mesmo que a mancha sobre elas seja impossível de limpar. Já as legendas médias e nanicas tentam, na mudança de nome, uma saída para mostrar que representam algo novo. O PTdoB virou Avante; o PSL se metamorfoseou em Livres, e o PTN agora é o Podemos. As mudanças são explicadas de formas diversas, mas representam a esperança de repetir, no Brasil, o sucesso dos ‘partidos-movimentos’, que emergiram fora de estruturas políticas tradicionais e conseguiram rapidamente bom desempenho eleitoral como o caso do francês ‘Em Marcha’, do italiano ‘Cinco Estrelas’ e, claro, do espanhol ‘Podemos’.

    Colcha de retalhos
    A pesquisa também escancara uma mazela que há muito contribui para o abastardamento da atividade política no país: a enorme fragmentação partidária. Em outras palavras, essa multiplicação de partidos ideologicamente inconsistentes e de baixíssima representatividade é um mal que em algum momento precisa ser enfrentado com coragem em uma reforma do sistema político. Caso contrário, a sociedade não conseguirá chegar a consensos, nem para uma questão absolutamente relevante para o destino da Nação, que é a escolha de seu representante.   

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