• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8859-0028

    Passos
    ESCOLHA UMA CIDADE

    Passos

    18º MIN 28º MÁX
    MOEDA
    Dólar Euro Peso Libra Bitcoin
    COMPRA
    R$ 3,12 R$ 3,74 R$ 0,18 R$ 4,23 R$ 14.248,00
    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    17/07/2017 08h00 - Atualizado em 17/07/2017

    É desafiador, mas eu gosto de servir como bispo

    Dom José Lanza

    Adriana Dias
    Dom Jos Lanza
    Dom José Lanza

     

    “Que a comunidade e a cidade de Passos possam celebrar de forma profunda o seu padroeiro, o Filho de Deus que nos deu a vida. Eu espero que todos nós nos revistemos do Cristo Senhor”

     

     “É desafiador, mas eu gosto de servir como bispo” Dom José Lanza

     

     A cidade de Passos vai ganhar mais uma paróquia, a de São José. É a segunda criada pelo bispo diocesano dom José Lanza Neto, que no próximo dia 22 de julho celebra 10 anos à frente da Igreja Católica na região. Ele conta que na inauguração da capela São José, já era possível perceber sua potencialidade para uma matriz paroquial. “Acredito que a futura Paróquia São José poderá se tornar uma grande paróquia no sentido de desenvolvimento da fé e da fraternidade”, afirmou.
    Dom José nasceu no dia 31 de dezembro de 1952, em Pirangi (SP), filho do casal Osvaldo Lanza e Palmira Bobato Lanza, tem quatro irmãos: Genésio, Ivone, Alice e Ângelo. Foi nomeado bispo em 2004 pelo papa São João Paulo II, e assumiu como Bispo-Auxiliar de Londrina no mesmo ano. Em 2007, foi designado como Bispo-Titular da Diocese de Guaxupé. Nesta entrevista à Folha, ele fala de sua trajetória, dos desafios da Igreja, de sua identificação com a região e outros assuntos.

    ADRIANA DIAS
    Da Redação

     

    ENTREVISTA

    Folha da Manhã - Qual a sua trajetória eclesial até ser nomeado bispo?


     Dom José - Eu creio que a gente sempre sentiu o chamado de Deus desde criança. Como seminarista fiz trabalho pastoral em São Paulo (SP) e em São Carlos (SP), onde eu estudei também. Foi sempre uma experiência muito rica, pois as realidades são muito diferentes. Exerci como padre quase 25 anos, foi uma experiência muito positiva, principalmente com o trabalho na coordenação da pastoral da Juventude [da Diocese de Jaboticabal]. Foi um trabalho desafiador, mas onde aprendi muito. Eu sempre buscava estar muito envolvido no trabalho pastoral na paróquia. Eu também trabalhei na formação dos novos padres. E quando já estava preparando para me aposentar, vem o episcopado como uma surpresa. A partir daí, minha vida ganhou um novo rumo e eu ganhei novas energias e, realmente, é desafiador, mas eu gosto de servir como bispo.


    Folha - Como é vivenciar a realidade eclesial da diocese em comparação com as realidades anteriores, no clero de Jaboticabal e como bispo auxiliar em Londrina?


    Dom José - A experiência é inédita, pois com as experiências anteriores, você conhece novas realidades, mas é sempre desafiador, pois há um caminho que a Diocese de Guaxupé construiu, diferente de outras dioceses. É uma experiência que ingresso nela por acreditar neste percurso que esta diocese faz, principalmente ao partir da realidade, da reflexão teológica, da compreensão que se tem de Igreja e da própria vivência dos sacramentos. Eu aprendo muito a partir daquilo que eu vivo aqui.


    Folha - A relação com o presbitério. Como se configurou ao longo destes 10 anos?


    Dom José - É muito forte a concepção presbiteral que se tem aqui. No início, eu percebi uma forma diferente de se relacionar com o bispo, certo distanciamento, mas nós nos aproximamos. Talvez os clérigos possam perceber um pouco mais a relação com o bispo. Há uma simbiose bastante grande entre o bispo e os padres, vamos caminhando juntos e aprendendo.


    Folha - Para o Centenário Diocesano, celebrado em 2016, optou-se pastoralmente por viver as Santas Missões Populares como processo de evangelização que mobilizou toda a diocese. O que representou esse itinerário?


    Dom José - Eu acredito que seja um momento de graça, de reflexão, de espiritualidade e de renovação. É o que sempre pregamos, a graça de Deus é dada e depende de acolhermos ou não; se não acolhemos, a graça passa. Este momento das Santas Missões Populares pode ser um momento de abertura, de conversão pastoral e de descentralização e recriação da paróquia. Se não acreditarmos, podemos perceber somente como um movimento, e quando a gente entende dessa forma, percebemos que estamos numa Igreja de conservação e nós exercemos o papel de funcionário do sagrado. Isso não é uma Igreja em que acreditamos. Em que será que verdadeiramente acreditamos? Eu colocaria essa pergunta como um desafio. O momento em que vivemos é um momento de graça, se quisermos, nós faremos. Por exemplo, os documentos do papa Francisco podem ser um momento de graça, desde que isso transforme a realidade da vida, da espiritualidade e da pastoral. Senão permanecemos na mesma situação, não acontece mudança interna, uma verdadeira transformação.


    Folha - A presença dos leigos na evangelização é cada vez mais percebida em diversas iniciativas da Igreja. Como avaliar este protagonismo laical?


    Dom José - A força maior da Igreja está nos leigos, pois eles acreditam e se dispõem. É claro que há dificuldades, mas eu acredito na liderança dos leigos na Diocese. Houve muito investimento em formação, talvez nós não tenhamos conseguido canalizar bem. Atingimos o objetivo [de formar leigos], mas talvez não tenha havido o arremate. As Santas Missões despertaram lideranças, são forças que temos e que precisamos canalizar para um formato pastoral que atenda às demandas da evangelização.


    Folha - Após 10 anos, a sua identificação com a diocese pode ser percebida de que modo?


    Dom José - Eu me encanto com a diocese. Uma experiência muito forte que tive de planejamento e organização foi com a [coordenação da] Pastoral da Juventude [na Diocese de Jaboticabal]. Nós trabalhamos muito e, como consequência, tivemos lideranças na Igreja e na sociedade. Quando cheguei aqui, percebi a vontade de ser uma Igreja dinâmica e viva. Aqui, nós nos propomos a objetivos e nós os alcançamos na maioria das vezes e, mesmo que não sejam atingidos, eles são iluminadores. Não caminhamos à deriva, existe um esforço muito grande, especialmente daqueles que exercem a coordenação e a formação. Há certa exigência e cobrança de todos os envolvidos na evangelização.


    Folha - Como bispo referencial para a Ação Missionária dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, como compreende a evangelização em nossa região?


    Dom José - Quando eu estava na filosofia, pensei em ser missionário. Em certo sentido, já existia dentro de mim essa dimensão missionária, eu lia muitos artigos de uma revista missionária e sonhava muito em me dedicar à missão. Quando me tornei bispo, já passei a fazer parte da Comissão Nacional para a Missão Continental. Mais uma vez o Senhor me chamava a vivenciar a dimensão missionária. Depois, já no Regional Leste 2 da CNBB (que inclui os estados de Minas Gerais e Espírito Santo), necessitava de um bispo para a missão, então eu me apresentei. Penso em ter um dia uma experiência missionária.


    Folha - Sobre a criação da nova paróquia em Passos, Paróquia São José. Qual a expectativa?


    Dom José - Na inauguração da capela São José, já era possível perceber sua potencialidade para uma matriz paroquial. E, no ano passado em visita pastoral à Paróquia São Benedito [que abriga a capela], percebemos a intenção da comunidade de se criar uma nova paróquia. Nos parece que a presença do padre numa paróquia produz um maior dinamismo e atinge mais a população. Acredito que a futura Paróquia São José poderá se tornar uma grande paróquia no sentido de desenvolvimento da fé e da fraternidade.


    Folha - Prestes a celebrar o padroeiro da cidade, Senhor Bom Jesus dos Passos. Qual deve ser a identificação dos fiéis a Jesus Cristo?


    Dom José - Todas as vezes que eu vou à Paróquia Bom Jesus, eu me sinto muito tocado e fico feliz de termos esta paróquia no centro da cidade. Que a comunidade e a cidade possam celebrar de forma profunda o Filho de Deus que nos deu a vida. Eu espero que todos nós nos revistemos do Cristo Senhor.


    Folha - Quais seriam os sonhos e os projetos para os próximos anos na Diocese?


    Dom José - Nós precisamos nos esforçar por fazer, ao menos, o básico. A dimensão administrativa, por exemplo, é o mínimo que podemos fazer. Na diocese, o bispo deve buscar a formação dos seminários e das vocações, a relação com o clero, a animação das paróquias. Nós temos [com a Cúria] uma estrutura suficiente para acolhermos às reuniões e espaço adequado para a evangelização. Eu sonho com o diaconado permanente, assim como o Tribunal Eclesiástico, que atinge diretamente a vida das pessoas. Uma das assessorias necessárias para a diocese é a canônica, por isso estamos investindo nessa dimensão para que haja um caminho seguro para os tempos futuros. Precisamos nos esforçar constantemente em ter um projeto pastoral que responda à realidade. Quando olho para outras dioceses, percebo que nós caminhamos juntos com elas, graças ao mérito de muitas pessoas que se dedicaram à vida da diocese. Meu sonho é ver uma Igreja caminhando, preocupada com a evangelização e com o povo. 

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8859-0028

    © 1984 - 2017 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus