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    18/06/2017 06h00 - Atualizado em 17/06/2017

    Indefinições políticas geram alerta sobre mudança de tendência para dólar

    SÃO PAULO - O dólar tem sido um termômetro da insegurança dos investidores com a crise política e o seu avanço recente acima de R$ 3,30 deixa o mercado em alerta sobre uma eventual mudança em breve de tendência para alta de longo prazo, segundo analistas de câmbio. 
     
    O operador da corretora Hcommcor, Cleber Alessie Machado Neto, diz em relatório que uma denúncia por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, tendo como base as delações da JBS, é dada como certa, e deve manter a construção de cenários econômicos repleta de “ses” até que seja conhecido o conteúdo da peça. Só depois disso será possível avaliar uma tendência mais realista para o dólar, afirma. 
     
    Tecnicamente, para se confirmar uma mudança de tendência do mercado cambial, é preciso que a moeda americana feche acima de R$ 3,30 por pelo menos uma semana, diz o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Júnior. O mercado ainda está só em alerta, garante ele. Desde meados de maio, pós delação dos executivos da JBS, até a sexta-feira, 9, o dólar vinha oscilando na faixa de R$ 3,20 a R$ 3,30. Na quarta-feira, 14, já testou mínimas abaixo de R$ 3,270 no mercado à vista. 
     
    Se houver ruídos novos que aumentem a percepção atual de que as reformas correm risco de não serem votadas neste ano, o mercado como um todo vai estressar de novo, sobretudo o dólar, diz o diretor da corretora Mirae, Pablo Spyer. 
     
    Alguns temores do mercado referem-se ainda a possíveis delações detalhadas e comprometedora do ex-assessor especial do presidente Michel Temer Rodrigo Rocha Loures, ou por parte do ex-doleiro Lúcio Funaro, ou ainda do ex-ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma, Antônio Palocci. 
     
    Faria, da Wagner Investimentos, afirma que a precificação desses riscos poderia levar o dólar a testar novamente uma faixa de acomodação ao redor de R$ 3,35/R$ 3,40, buscando eventualmente depois os R$ 3,50 ou mais.
     
    Spyer, da Mirae, encontra uma próxima resistência “fraca” em R$ 3,49. “O cenário é de muita incerteza por pelo menos mais um trimestre e o ponto principal agora é a queda da probabilidade de aprovação da reforma da Previdência”, avalia. “Não vejo mais nível de resistência para o dólar daqui para a frente”, confessa
     
    Já o diretor da corretora Correparti Jefferson Rugik, avalia que as tesourarias de bancos podem voltar a recompor posição a qualquer momento, pois sabem que a nossa crise política não terá um fim tão cedo.
     
    De todo modo, o operador da corretora Fair, Hideaki Iha, lembra que, em caso de volatilidade excessiva, o BC deve entrar no mercado, fazendo oferta de swap cambial novo para conter a alta, além de continuar realizando as rolagens de vencimentos de seu estoque de swap tradicional. A oferta de swap tradicional corresponde a uma venda de dólares no mercado futuro. 
     
    Para Iha, a busca dos níveis de R$ 3,33/R$ 3,35 pelo dólar nos últimos dias em um ambiente de estresse sem fato consumado sugere que, se não aparecer nada novo bombástico, a moeda poderá desacelerar momentaneamente.
     
    “Não deve cair com tudo porque há muita coisa a ser esclarecida, há rumores sobre possíveis delações do ex-ministro Antônio Palocci, do doleiro Lúcio Funaro e do ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures, o que deixa o investidor cauteloso”, comenta.
     
    Mas podem aparecer vendas de exportador com a alta do dólar, afirma, ponderando que até essas ofertas têm sido graduais neste momento de incerteza permanente. “O exportador está esperando fato novo para vender aos poucos, o que ajuda a sustentar as cotações, diz Iha.
     
    O operador de câmbio da Multimoney Corretora, Durval Corrêa, concorda que neste momento de indefinição política e fiscal é difícil segurar o dólar. “O mercado vai testar novas altas”, afirma.
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