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    19/05/2017 06h00 - Atualizado em 18/05/2017

    Delação premiada da JBS atinge políticos mineiros

    BRASÍLIA - A delação premiada dos proprietários do frigorífico JBS, que tem uma de suas plantas industriais em Passos, vai atingir, em cheio, políticos votados em Minas Gerais. Todos receberam recursos do frigorífico que, nas eleições de 2014, foi o maior financiador de campanhas eleitorais do país. O primeiro alvo das investigações foi o senador Aécio Neves (PSDB), afastado ontem do cargo, acusado de receber R$ 2 milhões da empresa. Porém, com a homologação das delações pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria Geral da República (PGR) vai pedir novas investigações com base nos relatos contra outros políticos que receberam dinheiro da JBS.
     
    O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF homologou a delação premiada dos proprietários da JBS, Joesley e Wesley Batista. A homologação dá validade jurídica ao acordo e permite a realização de novas investigações por parte da PGR. Os relatos, depoimentos e documentos colhidos durante a delação permitiram que a Polícia Federal (PF) realizasse uma série de diligências que resultaram nas prisões da irmã do senador Aécio Neves, a jornalista Andrea Neves, de seu primo, Frederico Pacheco de Medeiros, conhecido como Fred, além de Menderson Souza Lima, assessor do senador Zezé Perrela (PMDB-MG). Todos foram citados na delação de Joesley Batista.
     
    O STF afastou Aécio do cargo de senador. Ele foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. A quantia foi entregue posteriormente a Frederico Pacheco de Medeiros, primo do tucano, em ação filmada pela PF.  Entre os diretórios nacionais que receberam as maiores doações da JBS estão os do PMDB, PSDB e do PP. Os dados estão nas prestações de contas das campanhas, conjunto de informações divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O diretório nacional do PP, por exemplo, recebeu em 2014 R$ 37 milhões da JBS. 
     
    O então candidato a deputado federal de Passos, Renato Andrade, que ficou como suplente, mas assumiu a vaga na Câmara dos Deputados, em janeiro deste ano, após Odelmo Leão, também do PP, ter sido eleito prefeito de Uberlândia, recebeu da JBS R$ 630 mil via diretório nacional do seu partido. Além da JBS, Renato Andrade também recebeu R$ 100 mil da construtora Queiroz Galvão e doações, em forma de material de campanha, das construtoras OAS e Odebrech, todas investigadas pela Lava Jato.
     
    O deputado federal Renato Andrade disse ontem que é importante esclarecer bem as informações que estão sendo veiculadas, pois essa lista segue uma norma da Justiça Eleitoral, que determina que os Partidos divulguem a fonte originária de qualquer recurso recebido e posteriormente destinado a seus candidatos.
     
    “É importante deixar claro que essa doação eu recebi através do Partido, inclusive essas informações podem ser consultadas e confirmadas na prestação de contas da campanha, que foram averiguadas, examinadas e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). É imprescindível ressaltar que minha história demonstra a minha preocupação com a legalidade, e acima de tudo o respeito que eu tenho em representar o povo, e é dessa maneira que pretendo continuar o meu trabalho, com integridade e transparência. E reprovo qualquer conduta oposta. Sou favorável que todos aqueles que erraram paguem pelos prejuízos causados ao nosso país”, disse.
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