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    20/04/2017 14h38 - Atualizado em 20/04/2017

    Rede Globo revisita a ditadura

    Os Dias Eram Assim, da Globo, primeiro trabalho de Alessandra Poggi e Angela Chaves como titulares, traz uma história de amor à Romeu e Julieta, inserida num contexto fiel à realidade brasileira

    Em 1984, ano que antecedeu o fim da ditadura militar no Brasil, Ivan Lins lançou a música Aos Nossos Filhos, conhecida na voz de Elis Regina. Um recado a uma geração que cresceu durante um dos períodos mais tristes da história do País. “Perdoem por tantos perigos/Perdoem a falta de abrigo/Perdoem a falta de amigos/Os dias eram assim”, diz um dos trechos. Não à toa, é essa canção que embala a abertura da supersérie Os Dias Eram Assim, da Globo, primeiro trabalho de Alessandra Poggi e Angela Chaves como titulares. A direção é de Carlos Araújo.
    O primeiro capítulo, disponível há seis dias no Globo Play, é perturbador – no melhor sentido do termo. Pega até mesmo o mais desatento dos telespectadores pelas mãos e o leva a um passeio por um ambiente hostil e perverso, onde a liberdade era controlada pelos donos do poder, e o machismo e o preconceito imperavam em alto e bom som. Navegar contra essa corrente resultava em opressão, prisão, tortura e, em alguns casos, na morte. Parte disso foi exibido logo nos primeiros minutos da trama. E muito mais está por vir ao longo dos outros 87 capítulos.
    Não se trata, no entanto, de um trabalho documental. As autoras apresentam o argumento como uma história de amor à la Romeu e Julieta, porém inserida em um contexto mais fiel à nossa realidade. Acompanha a trajetória de Alice (Sophie Charlotte) e Renato (Renato Góes), dois jovens que se apaixonam à primeira vista, mas têm o amor sabotado pelo conflito familiar.
    “É uma época de nossa história que é muito rica. A gente queria contar uma história de antagonismo entre famílias, como se fosse um Romeu e Julieta. Pensamos em fazer uma história de amor de um casal que se apaixonasse à primeira vista, e que tivesse um antagonismo. E achamos interessante situar nessa época por ter famílias com pensamentos muito diferentes, intolerantes, cada um à sua maneira. E também por não ser um período muito retratado na televisão. A nossa ideia foi fazer dessa repressão como pano de fundo, mas a história não é só sobre isso. Esse é apenas o início dela”, explicou Angela Chaves.
    A história começa no dia 21 de junho de 1970, dia em que a seleção brasileira conquista o tricampeonato mundial. Alice, uma estudante de Letras à frente de seu tempo, está noiva do advogado Vitor (Daniel de Oliveira), braço direito de seu pai, Arnaldo Sampaio Pereira (Antonio Calloni), dono da construtora Amianto. Trata-se de um homem opressor, que enriqueceu graças à amizade que estabeleceu com os militares que estavam no poder. Nessa data, ele recebeu em sua casa um grupo de generais para assistir à partida e celebrar a assinatura de um contrato superfaturado entre sua empresa e o governo.
    Repreendida pelo pai por usar um vestido curto e batom vermelho na frente dos generais, Alice sai de casa para esfriar a cabeça e conhece, em um bar, o médico Renato. O encantamento é mútuo e os dois engatam, naquele local, um romance. Que terá dia, hora e motivo para acabar.
    “O foco principal da história são os conflitos familiares, com um pano de fundo diferente”, explica Alessandra Poggi. “O que move o vilão, embora sejam suas convicções, principalmente é o desejo de separar a filha daquele rapaz. Os conflitos acabam sendo muito pessoais. A sacada da trama é falar sobre o poder que algumas pessoas tinham para estar entre exceções dentro daquele universo e usar aquilo em favor pessoal.”
    Embora a história que irão contar seja um conflito familiar, as autoras deixam evidente suas opiniões sobre o período em que a trama é ambientada e não temem a rejeição da parcela do público que, nos dias de hoje, clama pelo retorno da intervenção militar. “Talvez essas pessoas que peçam a volta da ditadura não tenham um conhecimento dessa época. 

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