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    20/04/2017 10h44 - Atualizado em 20/04/2017

    Fato Capital: Pasmaceira

    Alex Capella - Especial para a Folha

    Em março de 1964, o dia crucial para o golpe militar, desfechado no dia 1º de abril de 1964, um movimento de opinião pública maciço nas condições da ditadura naquele momento era inviável, a censura à imprensa era completa e a repressão, tremenda. Os sindicatos estavam sob intervenção e os dirigentes sindicais que tinham sido eleitos foram depostos. Mesmo assim, grupos contrários à ordem que se formou foram às ruas, pegaram em armas, tentaram de todas as formas derrubar o regime e assegurar os direitos dos brasileiros. Teve luta, e o regime caiu. Hoje, a população assiste atônita o governo Michel Temer (PMDB) tentar mexer na Previdência, com argumentos que nem os melhores economistas e especialistas no assunto conseguem digerir. Aos poucos, o Planalto empurra goela abaixo dos deputados os pontos da reforma que deseja ver aprovados. E isso com nenhuma ou muito pouca resistência da população, bombardeada com escândalos de corrupção um atrás do outro.

    Manifestações
    Por quase nada, em 2013, milhões de brasileiros foram às ruas. Era um protesto genérico, sem muita ideologia, que defendia “um país melhor”. Não havia uma pauta definida. Havia apenas uma vontade de que algo mudasse para melhor. Nas ruas, uma série de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil, sindicatos diversos, estudantes e representantes da sociedade civil se uniram pelo bem maior. Em 2015, parte da população voltou às ruas. Desta vez, com um objetivo definido. Os insatisfeitos queriam derrubar o governo Dilma Rousseff, acusada de não conseguir transformar os sonhos da classe média em realidade. Deu certo. Há um ano, o então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ), hoje hóspede forçado do presídio de Pinhais, no Paraná, dava início ao processo que culminou no impeachment da presidente.

    Fundo do poço
    Agora, em 2017, o país se depara com o seu pior momento. Um esquema de corrupção saiu das sombras, colocando na mira do Supremo Tribunal Federal (STF) oito ministros, 24 senadores, 39 deputados federais e ao menos três governadores. Além disso, o governo tenta, sem qualquer respaldo da opinião pública, emplacar reformas que afetarão a vida de milhares de pessoas, comprometendo o futuro de uma geração inteira. Diante da gravidade do momento, a população se mostra cansada. Talvez, sem acreditar que tem força para mudar seu próprio destino. Mas está engana. Como nos momentos históricos anteriores, a única força capaz de mudar a realidade do país é o seu povo unido para defender seus interesses que, diga-se de passagem, são básicos.

    Deu resultado
    Na última terça-feira, representantes de sindicatos do setor de segurança pública invadiram o Congresso Nacional em protesto contra a reforma da Previdência. Vidros da chapelaria, principal entrada do Congresso, foram quebrados. O protesto começou na Esplanada dos Ministérios, onde foram colocados cruzes e caixões, que foram queimados. Depois, um grupo desceu para o Congresso e invadiu o local. Parte do grupo também subiu pela rampa do Congresso que dá acesso ao Salão Negro, espaço normalmente usado em eventos. A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) informou estar contra a reforma como um todo, não apenas os itens que afetam a categoria. O relator da reforma recuou em relação à idade mínima para a categoria. Depois de ter anunciado que os policiais teriam uma idade mínima de 60 anos para aposentadoria, Arthur Oliveira Maia cedeu à pressão da categoria e resolveu alterar as regras. A ideia é estabelecer uma idade mínima de 55 anos a partir de 2020. O protesto, com meia dúzia de participantes, funcionou. O povo, às vezes, se esquece da sua força.  

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