• Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8859-0028

    Passos
    ESCOLHA UMA CIDADE

    Passos

    18º MIN 28º MÁX
    MOEDA
    Dólar Euro Peso Libra Bitcoin
    COMPRA
    R$ 3,23 R$ 3,82 R$ 0,19 R$ 4,30 R$ 29.283,05
    ÁREA DO
    ASSINANTE
    ESQUECEU SUA SENHA?
    Você receberá em seu e-mai uma nova senha para login.
    

    Assine 35 3529-2750

    Fale Conosco contato@clicfolha.com.br

    WhatsApp 35 9 9956-5000

    
    20/04/2017 10h20 - Atualizado em 20/04/2017

    Governo consegue aprovar requerimento para votação da reforma trabalhista

    Correio Braziliense

    A base aliada conseguiu reverter o mal-estar da véspera e aprovou ontem, com 287 votos favoráveis, 144 contrários e 13 obstruções o requerimento de urgência para votação da reforma trabalhista. O mesmo pedido tinha sido derrotado na terça-feira, levando o Planalto a atuar incisivamente sobre as legendas mais infiéis, como PTB, PPS e PSB. Com isso, o projeto será votado na próxima terça-feira na comissão especial, e segue para o plenário da Câmara na quarta.

    Logo após a votação, o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, afirmou que “o resultado obtido na votação, 287 votos favoráveis, traduz uma ampla maioria e um firme apoio do Congresso. Anote-se que o número daqueles que se manifestaram, a favor ou contra, foi de 432 parlamentares. Portanto, quase setenta por cento de apoio”.

    Para o presidente Michel Temer, o resultado indica uma “sintonia entre o Executivo, o Legislativo e a sociedade brasileira em torno da necessidade de aprimoramento dos marcos que regem as relações de trabalho em uma economia que volta a crescer”.
    Aliviado após a nova votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a assumir pessoalmente a derrota do dia anterior. “Ontem (anteontem), foi um descuido meu”, reconheceu novamente. “Mas com a aprovação das reformas vai haver uma melhora das relações entre o capital e o trabalho. Vamos dar mais segurança para o país”, apostou.

    A derrota do dia anterior mexeu com o Planalto. Michel conversou, duramente, com os ministros do PPS, Roberto Freire (Cultura) e da Defesa (Raul Jungmann), e do PSB, Fernando Bezerra Coelho Filho (Minas e Energia). Queria fidelidade das duas legendas que negaram, respectivamente, 62% e 65,5% dos votos das respectivas bancadas para o governo.

    “Partido que não votar com o governo, os ministros têm de entregar os cargos”, cobrou o vice-líder do governo na Câmara, Darcisio Perondi (PMDB-RS). A surpresa da terça-feira, revertida ontem, serviu para o Planalto mapear as insatisfações. No caso do PSB, por exemplo, o governo dificilmente conseguirá a adesão completa, por ser uma “legenda dividida”, na opinião de um interlocutor próximo ao presidente Temer. Para ele, os socialistas dividem-se entre aqueles fieis a Eduardo Campos e o grupo sucessor, capitaneado pelo vice-governador de São Paulo, Márcio França, que defende a aliança com o governo Temer.

    O PPS foi enquadrado por Freire. O Solidariedade, de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, negocia agoniado com o Planalto o fim do Imposto Sindical, que será incluído na proposta de reforma trabalhista. E o PTB, de Jovair Arantes (GO), pressiona por mais espaço no governo. “Mas já abrigamos nossos aliados no início da gestão, não tem mais espaço vago”, disse uma liderança governista.


    Preocupação

    Nos corredores da Câmara, a comemoração ainda é comedida. “Poderia ter sido melhor, estou preocupado com as futuras votações”, admitiu o deputado Laércio Oliveira (SD-SE), que relatou o projeto de terceirização aprovado na Câmara dos Deputados. “144 votos contrários é toda a esquerda e mais um pouco”, disse.

    Para Oliveira, a descontaminação e o fortalecimento da articulação deve passar, na opinião dele, por um processo de intensificação do diálogo, liderado por Temer e com participação do ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy. “Ele é o grande protagonista”, avaliou.

    O relator da reforma trabalhista, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), não tem as mesmas preocupações e discorda que a base esteja desarticulada. “Só votaram 430 deputados. Teríamos quórum suficientemente para votar uma PEC. A votação de hoje mostrou a identidade da base”, declarou.

    A vitória não escondeu momentos de tensão. A oposição protestou contra a nova votação do requerimento de urgência, lembrando que a proposta fora derrotada na véspera. “Não podemos permitir a volta do regimento Eduardo Cunha, que repetia votações toda vez que era derrotado”, reclamou o líder do PSol, Glauber Braga (RJ).

    Aliados do Planalto disseram que não havia como fazer conexões, já que o peemedebista repetia votações de matérias rejeitadas em plenário, apresentando substitutivos com pequenas mudanças em relação ao texto anterior. E que não havia restrição a requerimentos de urgência. Os oposicionistas subiram, então, as escadas que dão acesso à Mesa Diretora e começaram a gritar golpe.

    Maia perdeu a paciência. “Eu fechei um acordo com o PT para que votássemos essa matéria no plenário em 3 de maio. Vocês não aceitaram e nós vamos votá-la na semana que vem. Desafio alguém a dizer que estou mentindo”, atacou o presidente da Câmara. Os petistas esbravejaram contra o projeto, mas não desmentiram Rodrigo Maia.

    Mais sobre a editoria

    Guia da Cidade
    INCLUA SEU ESTABELECIMENTO

    Assine (35) 3529-2750

    Fale Conosco contato@folhadamanha.com.br

    WhatsApp (35) 9 8859-0028

    © 1984 - 2017 Folha da Manhã. Todos os direitos reservados.
    Desenvolvido por Mediaplus