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    20/04/2017 10h09 - Atualizado em 20/04/2017

    Depoimentos de João Santana e Mônica Moura fecham o cerco contra o PT

    Correio Braziliense

    O depoimento do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, ontem, somado à decisão unânime da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de negar o habeas corpus a Antonio Palocci, aproxima o ex-ministro de um acordo de delação premiada. As tratativas estão abertas, com propostas de ambos os lados. Se o acordo se consolidar, aperta-se ainda mais o torniquete contra o PT e os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva. Um cenário sombrio para o partido a 15 dias do depoimento de Lula ao mesmo Sérgio Moro.
    Palocci estará amanhã diante do juiz da Lava-Jato. E terá de confrontar a acusação feita por João Santana e Mônica Moura de que era o ex-ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma que intermediava os pagamentos, via caixa dois, para os marqueteiros, com recursos vindos da Odebrecht. É a confirmação do “Italiano” já citado pelo ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht em depoimento ao mesmo Moro.

    “O meu interlocutor para discutir valores e negociar campanha sempre foi o Palocci. Depois que acertava comigo o valor da campanha, ele me dizia: ‘então, vai ser pago ‘xis’ por dentro, isso você acerta com o tesoureiro. E essa parte por fora, o partido vai pagar tanto e a Odebrecht vai colaborar com tanto’. E ele me dizia: ‘vá lá e acerta com eles (Odebrecht), como você quer’”, confirmou Mônica.

    O ex-ministro, preso em Curitiba desde 26 de setembro, vem sendo muito pressionado pela família, especialmente pela mulher, para que feche o acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. O advogado de Palocci, José Roberto Batochio, é contra o procedimento e já ameaçou abandonar o cliente caso aceite a proposta do MP, que poderia lhe livrar de uma temporada na cadeia e ainda trazer outras vantagens.

    O PT está em pânico, com medo de Palocci. Eles tentam se apoiar no histórico de que até agora nenhum cacique do partido fechou acordo de delação — o único que cedeu às pressões do Ministério Público Federal foi o ex-senador Delcídio do Amaral. Mas os exemplos postos à mesa — João Vaccari Neto e José Dirceu — têm perfis completamente distintos.

    Vaccari é mochileiro, nas palavras de um dirigente partidário, acostumado a comer “pão com mortadela”. Já Dirceu, embora mais acostumado às benesses financeiras e a uma vida mais luxuosa, já foi guerrilheiro, morou em Cuba. Logo, estaria mais disposto a aguentar a pressão. Palocci, não. Ele sempre foi visto como alguém mais refinado, ligado ao mercado financeiro e ao PIB paulistano. E ainda suscetível às pressões da mulher para diminuir o tempo de prisão.

    Por isso, o partido já fez uma lista de vulnerabilidades do ex-presidente Lula. Na avaliação de integrantes do partido, a fragilidade não estaria no sítio em Atibaia ou no tríplex do Guarujá. O que pode complicar a vida de Lula seriam os incentivos fiscais e desonerações concedidos ao longo de seu governo, como os mimos à indústria automotiva e aos produtos da linha branca, aprovados em medidas provisórias que poderiam ter gerado contrapartidas para campanhas eleitorais.

    E quem era o responsável pela política de incentivo à economia? Palocci. Além disso, a percepção é de que ele só tem outro trunfo para convencer os agentes da Lava-Jato a aceitar uma delação: destrinchar a atuação do setor financeiro no esquema de corrupção investigado. “Se formos lembrar, o Banco Rural e o BMG não se recuperaram ainda totalmente do mensalão. E, nessa atual crise, apenas o BTG Pactual foi envolvido”, alertou um petista.

    Sentença

    Todo esse cenário aumenta a tensão em relação ao depoimento de Lula, marcado para 3 de maio, em Curitiba. Claques dos dois lados — petistas e adversários do PT — estão convocando militantes para acompanhar o face a face de Lula com Moro. “Estamos estudando se haverá uma comitiva de senadores para acompanhar o depoimento”, admitiu o senador Jorge Viana (PT-AC).

    “Como as pesquisas estão sendo boas para Lula, eles vão querer apertar esse cerco. Prender eu não acredito, mas vão fazer de tudo para tornar Lula inelegível”, reclamou o senador Paulo Rocha (PT-PA). Um espectador privilegiado do processo não acredita que um eventual pedido de prisão ou condenação de Lula ocorra em um tempo próximo. “Moro sabe lidar com a pressão e com o jogo midiático. Lula só será condenado em um prazo mais próximo da eleição”, aposta um jurista.

    Em outra derrota considerável, o relator do processo de cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Herman Benjamim, negou ontem o pedido da defesa da ex-presidente de ter acesso à delação premiada do casal de marqueteiros. Alegou que a delação está em segredo de justiça e que os marqueteiros vão depor na semana que vem no TSE.

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