Leitor: Artigo

20/08/2019

Por esses dias, lendo um Jornal “Folha da Manhã”, quando estava em Passos a trabalho, fiquei muito contente pela leitura do artigo de Norival Barbosa, “Dimensões nos sete primeiros meses”.

De estilo diferente, contundente, agudo, demonstra a folha um Jornal plural, para todas as opiniões.

Diferente dos jornais de Franca/SP, onde resido, dirigido apenas para um seguimento de público.

Parabéns diretor, e quem dera tivéssemos um veículo de mídia com essa pluralidade de opiniões aqui em Franca/SP.


Eudes Gleber Silva – Franca/SP 

Interesses na Amazônia
Que o presidente Jair Bolsonaro tem uma visão grosseira e tosca em relação a questões ambientais, ninguém discute.

Assim como é pouco provável que os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estejam incorretos, ou seja, o desmatamento na Amazônia está aumentando a olhos vistos. 

Entretanto, beira a ingenuidade acreditar que o interesse da Alemanha, Noruega e EUA na gestão ambiental da Amazônia seja motivado exclusivamente pela importância da floresta para o futuro do planeta (Bolsonaro diz que Alemanha 'vai deixar de comprar à prestação a Amazônia', divulgaram os jornais).

É claro que isso é importante, mas é evidente que existem, por parte destes países, interesses outros, fundamentados no binômio investimento-retorno e isso não é novidade para ninguém. Doações e palpites na gestão são mais que bem-vindos, porém é preciso haver limites claros.

Afinal, a parte brasileira da Amazônia é, sim, “nossa”.


Luciano Harary - São Paulo/SP

Europeu bonzinho
É preciso ser por demais inocente para crer que os europeus que devastaram a totalidade de sua vegetação nativa estão realmente preocupados com o desmatamento da Amazônia, que em 519 anos chegou a 8%.

Como dizia o dr. Enéas Carneiro, com muita propriedade: “Se eles estiverem realmente preocupados, eles plantariam árvores lá, na Europa. Só estão preocupados com o que tem no solo da floresta”. 

É o que faz a Noruega, com sua mineradora criminosa. Se existe real preocupação com árvores, com o dinheiro que gastaram aqui, poderiam ter conseguido reflorestar mais da metade da Europa.

O interesse deles está no solo e nos bilhões de dólares que eles poderiam ganhar explorando-o. Estes gringos nos fazem lembrar o bordão que Kate Lyra consagrou: “Europeu é tão bonzinho!”.

Jomar Avena Barbosa - Rio de Janeiro/RJ