Dragão Fashion na praia de Fortaleza

Em novo formato, a Feira de Moda do Ceará abrigou, também, dança, exposições, mostra de curtas-metragens, lançamentos de livros, espetáculos e shows

03/06/2019
Especial para a Folha
Wagner Penna

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Foto: Divulgação

Iniciado há 20 anos, o Dragão Fashion (semana de lançamentos de moda de Fortaleza , no Ceará) mudou seu nome e agora é chamado de DFB Festival. Além de mudar de nome, também mudou de local e foi realizado em tendas no aterro da praia de Iracema & seus verdes mares.

O diretor do evento, Cláudio Silveira, explicou que o local tem plenos significados para o cearense. Para começar, reforça o B do novo nome, relativo a Beach (praia, em inglês) e lembra que ali é lugar onde jangadeiros, rendeiras, pescadores trabalham e ganham sua vida.
No quesito moda, o DFB Festival 2019 reforçou sua proposta criativa ( o evento sempre priorizou a criação dos estilistas) e ampliou o line-up dos desfiles. Parece que os 36 nomes desfilados (nessa temporada) cumpriram essa meta fashion. Inclusive o mineiro Ronaldo Silvestre – atualmente um dos estilistas mais criativos da moda brasileira.
O evento foi mais além, pois o novo formato abrigou, também, dança, exposições, mostra de curtas-metragens, lançamentos de livros, espetáculos, shows de música e sets de DJs.
Resumo: o ex-Dragão também entrou na onda reformista pela qual passam os principais eventos de moda do país – como Minas Trend, São Paulo Fashion Week e outros.

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ALUGUEL DE ROUPAS

As marcas Anthropologie, Free People e Urban Outfitters prometem revolucionar o mercado da moda e sustentabilidade com um serviço mensal de aluguel de roupas. A iniciativa é da empresa URBN, detentora das marcas. Os clientes poderão pegar até seis peças emprestadas e devem devolvê-las ao final do mês. A assinatura mensal custará 88 dólares, cerca de R$ 350. Batizada de Nuuly, a empresa será lançada no verão do hemisfério norte, entre os meses de junho e setembro.
“Nuuly procura mudar ainda mais o comportamento de compra dos consumidores, oferecendo aos assinantes acesso a uma ampla variedade de moda a um custo substancialmente menor do que o varejo, resolvendo o paradoxo da busca pela moda ao lado do desejo de um estilo de vida mais sustentável”, diz o site oficial.

 

PELES DE ANIMAIS
A grife Prada anunciou na quarta-feira, 22, que não vai mais usar peles de animais em seus produtos a partir das coleções primavera/verão 2020. No entanto, os produtos já confeccionados com pelo serão vendidos até o término do estoque. “O foco em materiais inovadores permitirá à empresa explorar novos limites do design criativo, atendendo à demanda por produtos éticos”, disse Miuccia Prada.
Segundo a estilista, a nova conduta da marca ocorre após um “diálogo positivo” com a Fur Free Alliance(FFA), coalizão de mais de 50 organizações de proteção animal de mais de 40 países, especialmente com a associação de proteção dos animais LAV e a Humane Society dos Estados Unidos.
De acordo com Brigit Oele, gerente de programas da Fur Free Alliance (FFA), a negociação com o grupo Prada começou há pouco mais de um ano. O Programa de Varejista sem Pele da FFA reúne mil empresas. “A decisão do Grupo Prada de não utilizar mais pelo é consistente com o novo conceito de luxo ético e atende às expectativas de novos consumidores que são mais cuidadosos na escolha de produtos sustentáveis que respeitem o meio ambiente e os animais”, disse Simone Pavesi, gerente da área de moda da LAV. Joh Vinding, presidente da Fur Free Alliance, acredita o número crescente de empresas livres de pele é uma respostas às mudanças de atitude dos consumidores em relação aos animais.