Casório com o estilo renovado

virou hábito, costume, dizer que o mês de maio é o mês da moda, mas isso ficou demodê. diz-se também que a moda das noivas mudou muito nos últimos tempos

20/05/2019
Da Redação
Wagner Penna

O calendário registra que maio passa da sua metade e poucos se lembraram de que, antigamente, esse era considerado o Mês das Noivas. Assim como esse costume ficou fora de moda, também a moda das noivas mudou muito nos últimos tempos. Uma das maiores alterações no figurino nupcial foi a adoção de calças como traje para o casamento cerimonioso -antes terreno absoluto dos vestidos românticos, amplos e cheios de detalhes.
Tanto como elemento principal do traje (caso das pantalonas amplas, quase um vestido, feitas em rendas ou tecidos mais fluidos), com a ousadia de um toque sexy (os macaquinhos feitos de zibeline, xantung e similares) ou simplesmente compondo um mix de calças clássicos + caudas e\\ou panejamentos amplos – o certo é que essa novidade já pegou.
E com isso, também o período dos casórios também mudou e, atualmente, o mês de setembro possui o maior numero de casamentos agendados. Para um pais tropical, é o ideal - pois o tempo quente ainda não veio e o friozinho ainda persiste.
Dito isso, basta só trocar as alianças. Amém!

ROUPA BIODEGRADÁVEL
A produção excessiva de lixo e a contaminação dos oceanos com plásticos estão levando a sociedade a repensar seus hábitos de consumo. O canudinho se tornou um ícone desse movimento, no entanto ainda é necessário olhar para muitos outros itens que compramos e usamos diariamente. Uma peça de roupa, por exemplo, demora em média 50 anos para se decompor; essa informação mostra que olhar para o próprio guarda-roupa é fundamental.

NO ATERRO
“Hoje, sabemos que 85% do produto têxtil do mundo vai parar no aterro sanitário; 20% de toda água de resíduo de processo fabril carrega substâncias químicas, ou seja, a indústria da moda é muito poluente”, diz Bruna Ortega, especialista em beleza e moda da WGSN. Por outro lado, a empresa de tendências também identificou que quase metade dos consumidores com 18 anos ou mais preferem consumir marcas ecologicamente conscientes.

MENOS É DEMAIS
Chiara Gadaleta, especialista em sustentabilidade e consumo consciente, concorda que mais pessoas estão se engajando para pensar em roupas mais sustentáveis no fim de sua vida útil. No entanto, a fundadora do Movimento Ecoera e apresentadora do Menos é Demais, no canal Discovery Home and Health, alerta: uma peça que demore mais de 20 anos para se decompor não pode ser considerada biodegradável. “O consumidor final precisa questionar quando uma marca diz que é biodegradável. Porque nem todo produto sustentável é biodegradável no Brasil”. A indústria da moda tem ouvido o desejo por produtos de menor impacto ambiental. “Começamos a ver que, além da demanda do consumidor, as empresas estão se mexendo para trazer sustentabilidade de uma forma muito mais fashion, muito mais moderna”, afirma a executiva da WGSN.

MATERIAL SUSTENTÁVEL
Algumas companhias como Pantys, Lupo e Renner foram influenciadas por esse movimento e estão vendendo peças biodegradáveis que são produzidas a partir da fibra de poliamida Amni Soul Eco, desenvolvida no Brasil pelo Grupo Solvay, da Rhodia. Um item feito desse material mais sustentável se decompõe em três anos no aterro sanitário; ou seja, 47 anos a menos para se dissolver do que os tecidos tradicionais. “Temos uma grande ambição de em cinco anos tornar todos os fios biodegradáveis”, afirma Mayra Montel, marketing e branding da Rhodia.