Leitor

14/02/2019
Priscila Fagundes ? Passos/MG

Direito de Resposta
Caros amigos e leitores, peço desculpas por não poder escrever meus contos, mas meu nome foi citado em tribuna pela Vereadora Isabel Ribeiro onde a mesma quer que eu prove onde ela cometeu nepotismo (???), sendo assim, penso eu que tenho direito de resposta e o farei em sua plenitude. Antes de qualquer coisa preciso dizer que saber interpretar um texto e ter amplo conhecimento do Dicionário Português que segue a norma culta padrão e do Dicionário Popular que segue a linguagem e expressão popular é um tanto quanto fundamental para não fazer falsas acusações e tão pouco difamar nosso renomado Jornal Folha da Manhã que sempre prezou pela notícia verídica. Em momento algum a Folha da Manhã acusou a Vereadora de nepotismo e tão pouco se referiu errado quanto ao namorado da filha ser genro; no dicionário popular, se a vereadora pesquisar no Google, a palavra genro está definida como: namorado da filha. No Dicionário de Português está definido como: designativo do marido em relação ao pai ou à mãe de sua esposa. Considerando que os Informes utilizou uma linguagem lúdica, com expressões populares é um fato óbvio que o termo genro foi utilizado na sua expressão popular. Explicando assim, um pouco da nossa Língua Portuguesa e Popular quero deixar alguns esclarecimentos: em momento algum eu disse que era Nepotismo, inclusive no fim de semana, expliquei a um participante do Grupo Mete Bronca que esse caso não se enquadrava no nepotismo, sendo assim nobre vereadora quero uma prova concreta e fidedigna que eu escrevi que era caso de Nepotismo uma vez que a nobre vereadora fez uma acusação pública. Fico constrangida de ter que vir a público explicar algo que eu não escrevi e consternada com um discurso tão contraditório que em nada agrega ou tem relação com as funções de um Vereador que é eleito pelo povo para cuidar do bem e dos negócios do povo em relação à administração pública, ditando as leis necessárias para esse objetivo, sem, contudo, ter nenhum poder de execução administrativa. Portanto, não pode prometer, já que não tem poderes para cumprir e/ou realizar obras, resolver problemas da saúde, da educação, do esporte, da cultura, do lazer, do asfalto, do meio ambiente, do trânsito, dos loteamentos e casas populares, etc. Encerro minhas considerações dizendo que eu lamento que a Vereadora não entenda que no atual cenário político, os brasileiros buscam pela moralização da política e dos políticos, buscam pessoas comprometidas com o povo e não com partidos ou interesses próprios; e tão pouco querem ver genros, seja ele na classificação do Dicionário Português ou Popular. Deixo minha solidariedade ao PP e ao Presidente da Câmara Rodrigo Maia que entendendo o anseio popular e que Passos merece políticos com boas políticas, tem mudado radicalmente a forma com que os recursos estão sendo gastos, economizando, cortando cargos, exigindo resultado e o principal cortando “mordomias”; de fato, isso está incomodando muita gente, mas calma gente, que agora a Prefeitura tem um Pé de laranjeira para acomodar muitas folhas que irão garantir sombra e água fresca! Termino essas linhas de constrangimento e consternação contando um pouco da História Política do Brasil: Em 1964, nas preliminares da abortada eleição presidencial de 1965, que sucederia a Jango Goulart, os apoiadores do então Governador Leonel Brizola, um dos pré-candidatos com chance real de vitória e cunhado do Presidente Jango, para se contrapor a uma regra eleitoral vigente, que impedia que parentes do presidente concorressem à sua sucessão, lançaram um delicioso slogan: “Cunhado não é parente, Brizola pra Presidente“. A boa política para existir tem o preço alto de ser atacado e acharcado pelos políticos da velha política, mas ela certamente trará o retorno do Povo nas urnas, enquanto as negociações de apoio e cargos trarão a breve vitória e a alta conta em 2020!