Leitor

13/02/2019
Robert Haller - São Paulo/SP

Armas: não gosta? 
Não compre! 
A violência armada no Brasil está muito longe de ser novidade. Dizem que começou com o saudoso e inocente jogo do bicho. Entretanto foram sendo criadas variantes dentro desse universo criminoso. As drogas começaram a se relacionar com os grandes chefes da organização primeira e, com isso,  a clientela se ampliou! Depois chegaram os criminosos mais perigosos que são os intelectuais assaltando organizações estatais sem tocar em uma só arma e matando muita gente inocente. A junção dessa horda de criminosos gerou consequências de graves proporções econômicas, financeiras e sociais nos meios urbanos, e não só! Com isso, a segurança da sociedade foi se reduzindo desesperadamente,  levando o cidadão comum a uma desproteção total, e acentuando intensamente, em todos os níveis de tal sorte que se pensou em  fazer um referendo sobre o que pensa o brasileiro a respeito da possibilidade de promover a sua própria segurança por meio da aquisição e porte de armas, a  partir de então. 
A proposta da realização do  referendo foi levada  à frente com a seguinte pergunta: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. “Sim” ou “não”? 
O resultado foi que o não venceu o sim por 64,39%, isso quis dizer que  a população brasileira decidiu, por maioria, manter o comércio de armas, confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral. 
A democrática vontade do povo brasileiro que decidiu pela manutenção do comércio de armas, foi respeitada, porém  não pode entrar imediatamente em circulação devido às limitações impostas por  artigos do Estatuto do Desarmamento que tornam a possibilidade da compra desse produto totalmente   restrita por dispositivos legais.
Como o volume de criminosos e bárbaros  ascendeu, nos últimos tempos, quando ainda candidato, o atual presidente fez a promessa de flexibilizar a posse de armas a fim de que as vítimas dos criminosos que invadem seus lares, levando medo, terror e desespero aos seus ocupantes, possam apresentar alguma resistência a fim de que os prejuízos sejam minimizados pela força da oposição. 
Infelizmente nem todos os municípios brasileiros estão cobertos pela segurança pública que o  Estado deveria oferecer.  Então, nesses casos, os desprotegidos terão a liberdade legal de adquirir uma arma como mecanismo de defesa.  Esse instrumento, em um cenário de violência imporá ao agressor a resistência que o Estado deveria proporcionar.
 
Cícero Maia - Brasília/DF 
E-mail: artigosbsb@gmail.com 
 
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