Anvisa suspende medicamento para tratamento de doença rara

31/07/2018
Da Redação

PASSOS — Os pacientes portadores de linfangioma, uma doença rara que causa lesão congênita benigna dos vasos linfáticos e, por consequência, gera deformação das estruturas vasculares, têm sofrido com a falta de medicamentos para o tratamento da doença. O motivo para as dificuldades encontradas está na suspensão pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de dois medicamentos usados para o tratamento da enfermidade, o OK432 e  bleomicina.
Como consequência da interrupção da distribuição dos fármacos pela Anvisa, um bebê de sete meses faleceu na última quinta-feira, 26, no Estado de São Paulo. 
Em Passos, Michelle Chagas Dávila e Alexandre Ferreira de Paula, os pais do menino Theo Gabriel Chagas Dávila Ferreira, de três anos, que além de possuir a síndrome de Klippel Trenaunay, também é portador de linfangioma, informaram os obstáculos que enfrentam desde que a Anvisa barrou a importação do medicamento. “Os linfangiomas do nosso filho não são aparentes, ou seja, são internos. Há um ano sem tratamento, o Theo tem tido várias infecções devido à sua baixa imunidade provocada pela doença. Sem o drenamento ou medicamento do tumor, fica ainda mais prejudicado todo o processo de circulação dele; por esse motivo, ele já enfrentou várias tromboflebites, tromboses etc”.
Sendo a má-formação circular um risco de vida, os genitores pediram o apoio da população para a campanha que atualmente ocorre na internet, cujo objetivo é chamar a atenção do órgão para a necessidade da liberação dos remédios.