Carrossel vai bem na bilheteria

25/07/2015

Estadão Conteúdo
Luiz Carlos Merten

Está todo mundo rindo à toa. Em sua primeira semana (de pré-lançamento) e até quinta-feira, inclusive, “Carrossel - O Filme” faturou 500 mil espectadores em 510 salas de todo o Brasil. A aventura está em cartaz no Cine Roxy de Passos na sessão das 17h.

“Os números foram até mais animadores do que esperávamos”, disse Maurício Eça, que assina a codireção com Alexandre Boury.

“Ainda estamos tentando entender o público do filme, porque em princípio é o das crianças até 12 anos, mas muitos pais, que estão levando os filhos também viam a novela com eles e estão amando. Para eles criamos os vilões, que estão funcionando.”

“Carrossel” visa a atender o público infantil, desguarnecido no cinema brasileiro atual. A própria crítica está dando força. “Não apanhamos de ninguém”, diz Eça.

Algumas reações são muito interessantes de acompanhar no cinema. “Na novela, o Cirilo sempre foi apaixonado por Maria Joaquina, e ela lhe dava o maior gelo. O que o público esperava era o beijo dos dois. A parte ‘romance’ de Carrossel, o filme, provoca suspiros, aplausos, mas a nova ênfase sempre foi a aventura. Revimos os clássicos Os Goonies, Esqueceram de Mim. Esqueceram tem até uma citação.”

Por que a aventura? “Porque se passaram três anos desde o fim da novela. As crianças cresceram e não poderiam reproduzir o mesmo tipo de experiência. Quando cheguei ao projeto, a história já estava ambientada no acampamento de férias, mas não havia um roteiro definitivo. Trabalhamos bastante até chegar ao produto final, convencidos de que o tema, no acampamento, é o rito de passagem. As crianças aprendem a ser independentes, passam a primeira noite fora, dão o primeiro beijo. E, por estarmos no acampamento, com muita atividade física, ampliou-se o espaço da aventura.”

Larissa Manoela, a Maria Joaquina - que também dubla a garota da animação “O Pequeno Príncipe”, com estreia programada para 20 de agosto -, conta que as gravações ocorreram nas férias.

“Estávamos num acampamento, de férias na ficção, e também gravamos nas nossas férias escolares. Embora nunca tenhamos nos afastado, desde o final da novela a gente não ficava mais junto o tempo todo. Foi muito divertido para o elenco se reencontrar em outra fase de nossas vidas.”

Quando Eça chegou ao projeto, já havia um diretor, Alexandre Boury. “Fiz muito videoclipe, mas também um filme autoral, Apneia. Já havia dirigido crianças, feito filmes baratos, aprendi a ser rápido. Minha linguagem é a do jovem. Definimos que eu ia cuidar das crianças e o Alexandre da parte técnica, mas tudo se misturou. Trabalhar com as crianças foi ótimo. Eram 16, muita gente. Eles já conheciam os personagens, mas nós chegamos com outro olhar num momento de mudança para eles. Acho que está na tela.”