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Brasil espera recorde nas Olimpíadas

16 de Maio de 2020

OLIMPÍADAS – Adiadas para o ano que vem, as Olimpíadas de Tóquio prometem ser as mais difíceis de fazer qualquer projeção de medalhas desde 1984, quando o boicote do bloco soviético às vésperas do evento mudou bastante as perspectivas dos atletas.

Ao mesmo tempo, o Brasil já teve três anos “normais” neste ciclo olímpico, com treinamentos e competições que podem ser tomadas como parâmetro para fazer uma projeção de pódios.

Ainda não se sabe como será a volta aos treinos dos atletas brasileiros, mas ao que parece será depois do retorno dos adversários da Austrália e Nova Zelândia, dos asiáticos e dos europeus. Porém, ainda é muito cedo para pensarmos se os atletas brasileiros vão sair tão atrás assim na corrida pela medalha olímpica.

Mesmo com menos dinheiro investido, só do montante público a queda foi de 47% neste ciclo olímpico se comparado com o anterior, o Brasil teve bons anos em 2017, 2018 e principalmente em 2019 pensando nos Campeonatos Mundiais.

Ano passado, foram 21 pódios em Campeonatos Mundiais nas mais variadas modalidades, com seis ouros, seis pratas e nove bronzes. Se fosse montado um quadro de medalhas juntando todos os Campeonatos Mundiais, o país seria 13º colocado. Um resultado melhor do que em 2015, ano que antecedeu os Jogos do Rio.

Em 2019 também tivemos os Jogos Pan-Americanos. A competição tem um valor diferente para cada uma das modalidades, mas o país terminou em segundo lugar no quadro de medalhas (melhor posição da história), com recorde de ouros (54) e recorde de medalhas (169).

Para as Olimpíadas de Tóquio, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) ainda não falou oficialmente em meta. O vice-presidente, Marco La Porta, disse que o objetivo é superar as 19 medalhas da Rio 2016. Na ocasião, foram sete ouros, seis pratas e seis bronzes. Não é uma meta tão difícil de ser batida, já que o skate, surfe e caratê, modalidades que não eram olímpicas em 2016, farão parte do programa em 2021.